SNEL11 acelera no Paraná e reforça aposta em energia solar
A expansão do setor de energia solar no Paraná reforça a decisão estratégica do SNEL11, que intensificou sua presença no estado em meio ao avanço da geração distribuída no Brasil. Segundo a Absolar, o Paraná ocupa a terceira posição nacional, com cerca de 4.280,7 MW instalados, o que corresponde a aproximadamente 9,2% da potência total do país.
Nesse ambiente favorável, o SNEL11 iniciou operações no estado em fevereiro, com a aquisição da usina UFV Cruzeiro do Sul, localizada na área de concessão da Copel. A planta tem 2,5 MW (3,4 MWp) e opera com contrato de energia compensada com a Nextron até setembro de 2029, favorecendo previsibilidade de caixa ao fundo.
Para acelerar a diversificação, o fundo concluiu no mesmo período a compra da UFV Soleil, também no Paraná, ampliando sua presença para 22 municípios em oito estados e no Distrito Federal. Entre 2020 e 2024, o estado registrou crescimento superior a 660% em sistemas fotovoltaicos, impulsionado pela queda de custos e por tarifas mais altas.
Investimentos em ativos operacionais
A entrada no Paraná marcou ajuste relevante de estratégia: o fundo passou a priorizar ativos em operação, com contratos consolidados, reduzindo a exposição a projetos greenfield. Segundo a Suno Asset, o contexto macro mais desafiador e a menor diferença de retorno entre projetos em desenvolvimento e plantas maduras motivaram a mudança.
Em transmissão recente, o analista Gabriel Barbieri destacou que a expansão da geração distribuída e os reajustes tarifários das concessionárias vêm fortalecendo a geração de caixa dos ativos solares do fundo. A gestora acrescentou que empreendimentos como a UFV Soleil operam com ocupação superior a 100%, sustentados pelo crescimento do consumo e pelo maior uso de créditos energéticos pelos consórcios locatários.
Performance da UFV Soleil e liquidez do fundo
Entre os ativos em fase de ramp-up, a UFV Cruzeiro do Sul e a UFV Soleil se destacam, com esta última atingindo ocupação próxima de 125% mesmo no período de Renda Mínima Garantida. A expectativa é manter patamares acima de 100% após o fim da RMG, ampliando a resiliência do fluxo de receitas.
Ao mesmo tempo, o fundo preserva elevada liquidez no mercado secundário, com volume mensal acima de R$ 75 milhões e média diária em torno de R$ 3,4 milhões. No conjunto, o SNEL11 consolida uma estratégia focada em ativos operacionais, contratos robustos e exposição crescente ao mercado paranaense, um dos polos mais dinâmicos da energia solar no país.