Usiminas (USIM5) dispara após salto de 166% no lucro líquido do 1T26

As ações da Usiminas (USIM5) estão disparando nas primeiras horas do pregão desta sexta-feira (24), após a divulgação do balanço de resultados do primeiro trimestre de 2026 da companhia. Por volta das 12h, os papéis da empresa saltam 4,99%, a R$ 7,57.

Dando início à temporada de balanços no Brasil, a Usiminas terminou o primeiro trimestre de 2026 com um lucro líquido de R$ 896 milhões, um avanço de 166% frente ao mesmo período do ano passado e de 596% ante os três meses anteriores. 

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 653 milhões nos três primeiros meses do ano, um avanço de 56% frente ao trimestre anterior. Por outro lado, na comparação com o ano passado houve uma queda de 11%. 

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A receita líquida da companhia, por sua vez, totalizou R$ 5,9 bilhões, recuo de 14% na base anual, refletindo principalmente a menor comercialização de aço, sobretudo no mercado externo. Ainda assim, o resultado final foi beneficiado por uma melhora operacional e pelo impacto positivo do resultado financeiro, impulsionado por ganhos cambiais no período.

XP avalia positivamente resultados da Usiminas (USIM5)

Na avaliação da XP, os resultados da Usiminas vieram acima das expectativas e foram considerados fortes, com destaque para a performance da divisão de Aço, que sustentou o resultado consolidado mesmo diante de volumes mais fracos.

O Ebitda do segmento atingiu R$ 544 milhões, superando em 43% as estimativas da casa, enquanto a margem avançou para 10,4%, acima do esperado. O desempenho foi impulsionado por preços realizados mais altos, melhora no mix de vendas, com maior exposição ao setor automotivo, e redução de custos, refletindo ganhos de eficiência operacional.

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Mesmo com embarques abaixo do projetado, a combinação de preços mais elevados e disciplina de custos permitiu uma expansão relevante da rentabilidade, o que foi visto como um dos principais pontos positivos do trimestre.

Por outro lado, a divisão de Mineração apresentou desempenho mais fraco. O Ebitda ficou em R$ 111 milhões, abaixo das projeções da XP, pressionado por custos mais elevados, incluindo maior consumo de combustível, compras de terceiros e menor diluição de despesas fixas.

Para o segundo trimestre, a companhia indicou um Ebitda consolidado estável na comparação trimestral. Em Aço, a expectativa é de que custos mais altos, especialmente com matérias-primas e energia, sejam compensados por preços melhores. Já em Mineração, a projeção é de aumento de volumes, mas com impacto negativo de custos mais elevados de frete marítimo.

“O foco dos investidores deve agora se voltar para a sustentabilidade das margens de Aço e o potencial de upside no segundo semestre de 2026, à medida que as medidas de defesa comercial gradualmente melhoram a dinâmica do mercado doméstico”, diz o relatório divulgado pela XP sobre os números da Usiminas (USIM5).

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Giovanna Oliveira

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