Oncoclínicas (ONCO3) anuncia ação protetiva na Justiça contra credores
Após comunicar na semana passada que estava avaliando medidas para lidar com o endividamento, a Oncoclínicas (ONCO3) anunciou nesta segunda-feira (13) que entrará na Justiça para tentar suspender cobranças de dívidas enquanto negocia com seus credores.
No fato relevante divulgado nesta manhã, a Oncoclínicas informou que ajuizará uma ação no Tribunal de Justiça de São Paulo com o objetivo de ganhar tempo e organizar sua situação financeira, em meio a um cenário mais desafiador para o setor.
Segundo a empresa, as operações seguem normalmente, e a intenção é chegar a um acordo com credores sem afetar o funcionamento do negócio.
“A Tutela Cautelar terá como objetivo proporcionar um ambiente administrativo e financeiro mais organizado e estável para a Companhia, permitindo que ela conduza a mediação e negociação com seus credores sem interrupção de suas atividades ou alteração na condução ordinária de seus negócios, apesar do atual cenário macroeconômico e setorial desafiador”, diz o documento.
Oncoclínicas (ONCO3) quer travar cobranças no curto prazo
Na prática, o pedido da companhia busca impedir que credores antecipem o vencimento de dívidas, ou seja, que cobrem tudo de uma vez, além de suspender a exigência de pagamentos no curto prazo.
Com isso, a Oncoclínicas tenta evitar uma pressão imediata no caixa enquanto conduz as negociações. A estratégia é comum em empresas que precisam reorganizar a estrutura de dívidas, mas ainda buscam evitar medidas mais drásticas.
De acordo com a companhia, a ação tem como objetivo criar um ambiente mais estável para conduzir conversas com credores.
O anúncio desta segunda-feira representa um passo além do comunicado anterior, divulgado na semana passada, quando a empresa disse apenas que avaliava recorrer à Justiça para se proteger de cobranças de credores.
Na ocasião, a Oncoclínicas (ONCO3) destacou que o movimento seria motivado pela possibilidade de a empresa vir a descumprir o índice Dívida Líquida/EBITDA referente ao exercício social de 2025, indicador previsto nas escrituras de debêntures e em outros instrumentos de dívida.