JHSF (JHSF3): XP revisa projeções e vê potencial de alta de 41%

A XP Investimentos reforçou recomendação de compra para as ações da JHSF (JHSF3) e destacou que enxerga um potencial de alta de 41% para os papéis. Em um relatório divulgado nesta segunda-feira (6), a casa elevou suas projeções após atualizar o modelo para incorporar novos projetos e resultados divulgados pela empresa.

No relatório, que já considera os resultados do quarto trimestre de 2025, a XP destacou que a JHSF está atravessando uma fase mais intensa de investimentos com o objetivo de ampliar sua base de receitas recorrentes. Com isso, o preço-alvo foi mantido em R$ 14 por ação JHSF3, ante cotação atual de R$ 9,94, o que representa potencial de valorização de 41% frente ao fechamento da última quinta-feira (2).

“Ao longo dos últimos anos, a JHSF entrou em uma fase mais intensa de CAPEX, com o objetivo de transformar a companhia em uma plataforma predominantemente de renda recorrente”, destacam os analistas.

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De acordo com o relatório, a companhia vem avançando em sua estratégia de reduzir a dependência do desenvolvimento imobiliário e ampliar a participação de ativos que geram receitas recorrentes. Entre os principais projetos estão novos hotéis, expansão de shoppings e crescimento do negócio de aeroportos, iniciativas que devem aumentar a previsibilidade de resultados ao longo do tempo.

“À medida que esses investimentos amadurecem, estimamos que cerca de 71% da receita possa vir de fontes recorrentes até 2030, melhorando significativamente a visibilidade de resultados e a previsibilidade de fluxo de caixa”, afirma a XP.

Aeroportos e hotéis reforçam a recomendação para JHSF3

Um dos principais vetores de crescimento apontados pela XP é a expansão global da operação de Hotéis & Gastronomia, que inclui novas unidades da marca Fasano em diferentes países. A JHSF planeja abrir hotéis em Sardenha, Londres, Miami, Punta del Este, Porto Feliz, São Paulo, Cascais e Milão ao longo dos próximos anos.

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“Essa expansão aumenta a exposição à libra, dólar e euro, funcionando como um hedge natural e trazendo maior resiliência em períodos de maior volatilidade no Brasil”, apontam os analistas.

Segundo a casa, a presença em novos mercados também pode ampliar o alcance da companhia junto a famílias de alta renda em diferentes regiões do mundo. “A exposição a novas famílias de alta renda ao redor do mundo pode ampliar o mercado endereçável da companhia no longo prazo”, afirma o relatório.

Outro destaque do relatório é a operação de aeroportos da companhia, considerada pela XP como um dos ativos mais promissores do portfólio da JHSF. A empresa está ampliando sua infraestrutura para atingir 19 hangares, com potencial de chegar a 24 no médio prazo.

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“Vemos a operação de aeroportos como um dos ativos mais promissores da companhia”, afirma o relatório.

Vale a pena investir em JHSF?

Com a transformação do modelo de negócios e a expansão dos ativos geradores de renda, a XP mantém visão positiva para a companhia.

Segundo a casa, as ações da JHSF negociam a seis vezes o EV/EBITDA projetado para 2027, indicador que compara o valor total da empresa com sua geração operacional de caixa. Para os analistas, o múltiplo é considerado atrativo diante da expansão dos ativos geradores de renda da companhia.

Entre os principais riscos para a tese da JHSF (JHSF3), os analistas citam possíveis atrasos nas inaugurações de projetos, investimentos acima do esperado, vendas mais lentas de estoque imobiliário e riscos regulatórios ligados ao negócio de aviação.

Giovanna Oliveira

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