Taesa (TAEE11) vai pagar mais dividendos em 2026? Veja projeção
Após encerrar 2025 com payout integral do lucro regulatório, os analistas do Itaú BBA avaliam que a Taesa (TAEE11) deve manter dividendos atrativos. Em relatório divulgado nesta quarta-feira (18), a casa projeta um dividend yield estimado em cerca de 7,7% considerando os proventos pagos ao longo do ano.
No quarto trimestre de 2025, a Taesa anunciou R$ 313,1 milhões em dividendos, equivalentes a R$ 0,91 por unit, montante que representa 100% do lucro regulatório do período. O pagamento ainda depende de aprovação em assembleia de acionistas e, se confirmado, deve ocorrer em 27 de maio.
De acordo com o Itaú BBA, a distribuição está em linha com as expectativas e reforça o posicionamento da transmissora como uma das companhias mais previsíveis em geração de caixa no setor elétrico brasileiro.
No acumulado de 2025, a soma de dividendos da Taesa e juros sobre capital próprio implicou um payout de 100% do lucro regulatório, mantendo a estratégia histórica da empresa de devolver praticamente todo o resultado aos acionistas.
Apesar disso, os analistas mantêm recomendação market perform (neutra) para as units da companhia, com preço-alvo de R$ 44,90 para o fim de 2026, o que indica um potencial de valorização mais limitado em relação às cotações atuais.
Resultados da Taesa (TAEE11) no 4T25
Nos três últimos meses de 2025, a Taesa reportou um lucro líquido regulatório de R$ 313,3 milhões. O montante representa uma alta de 56,1% na comparação anual. O número também ficou acima das projeções dos analistas consultados pela LSEG, que apontavam para R$ 262 milhões.
Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 524,3 milhões, com alta de 24,4% frente ao ano anterior. Apesar do avanço, o montante ficou abaixo das estimativas de R$ 543 milhões da LSEG.
Na visão do Itaú BBA, os números operacionais vieram em linha com as expectativas do banco. Segundo o relatório, o crescimento anual foi impulsionado principalmente pelo início da operação de novas linhas de transmissão, além dos reajustes positivos de IGP-M e IPCA no ciclo tarifário RAP 2025-2026 das concessões da companhia.
Além disso, o banco destacou o controle de custos operacionais da empresa. As despesas recorrentes caíram 3,7% na comparação anual, enquanto a margem Ebitda recorrente atingiu 83,4%, acima dos 82,6% registrados no mesmo período do ano anterior.
Outro ponto observado pelos analistas foi a estabilidade da alavancagem da Taesa. A relação entre dívida líquida proporcional e Ebitda permaneceu em 4,1 vezes no quarto trimestre, com expectativa de queda gradual nos próximos anos.