Dividendos: analistas reduzem Itaúsa (ITSA4) e incluem nova ação na carteira

A busca por dividendos segue guiando parte das estratégias dos investidores na bolsa brasileira. Em um novo relatório de carteira focada em renda com ações, analistas promoveram mudanças relevantes: reduziram a participação de Itaúsa (ITSA4) e incluíram um novo papel entre as recomendações.

A alteração ocorre na estratégia “Mais Dividendos com Ações”, portfólio voltado a empresas com histórico consistente de distribuição de proventos aos acionistas.

Entre as mudanças, os analistas reduziram o peso de Itaúsa (ITSA4) de 20% para 15% da carteira, movimento que abriu espaço para a inclusão da Vulcabras (VULC3), companhia do setor de artigos esportivos que combina crescimento operacional com potencial de geração de dividendos

Itaúsa (ITSA4) perde peso após forte valorização

A redução da posição em Itaúsa (ITSA4) não está ligada a deterioração nos fundamentos da holding, mas sim à forte valorização recente das ações.

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Segundo os analistas, o principal fator por trás desse movimento está no desempenho do Itaú (ITUB4), ativo mais relevante dentro do portfólio da holding. O banco teve forte valorização no último ciclo de alta do mercado.

Desde janeiro de 2025, as ações do Itaú acumularam valorização superior a 100%, enquanto o Ibovespa avançou cerca de 54% no mesmo período, o que elevou a precificação do banco para patamares historicamente mais altos.

Com isso, na visão dos analistas, o valuation atual passou a exigir maior cautela na relação entre risco e retorno do investimento.

“Por mais que o bom momento do banco justifique parte dessa valorização, vale destacar que sua precificação já se encontra em níveis historicamente elevados”, destacam os analistas no relatório. 

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Nova aposta em dividendos entra na carteira

Para ocupar o espaço deixado pela redução de Itaúsa (ITSA4), os analistas incluíram a Vulcabras (VULC3) na carteira de dividendos.

A companhia é dona de marcas como Olympikus, Mizuno e Under Armour no Brasil e tem chamado atenção pelo crescimento consistente dos resultados, além de uma estrutura financeira considerada saudável.

Segundo os analistas, a empresa apresenta uma combinação interessante de crescimento, eficiência operacional e baixa alavancagem — fatores que permitem manter a remuneração aos acionistas por meio de dividendos.

Nas estimativas apresentadas no relatório, as ações da companhia possuem preço-alvo de R$ 21,60, o que representaria potencial de valorização de cerca de 26% nos próximos 12 meses. Além disso, os analistas projetam dividend yield de 6,7% em 2026 e 8,8% em 2027. 

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Carteira segue focada em empresas pagadoras de dividendos

Mesmo com o ajuste, a carteira continua composta por empresas conhecidas pelo pagamento recorrente de dividendos, distribuídas em diferentes setores da economia.

Entre os principais nomes do portfólio estão Petrobras (PETR4)Brasil Seguridade (BBSE3)Copel (CPLE3)Klabin (KLBN11)Alupar (ALUP11)Fleury (FLRY3) e Bradesco (BBDC4)

A estratégia busca reunir companhias resilientes, com baixo nível de endividamento e capacidade consistente de geração de caixa para sustentar o pagamento de dividendos ao longo do tempo.

No último mês, enquanto o Ibovespa recuou 1,34% e o índice de dividendos IDIV caiu 0,94%, a carteira registrou leve alta de 0,13%, superando o desempenho do indicador de ações pagadoras de proventos.

No entendimento dos analistas, a composição atual da carteira segue equilibrada entre setores e empresas capazes de gerar caixa e distribuir dividendos aos acionistas ao longo do tempo. 

Maíra Telles

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