Dividendos do VGIA11 sobem para R$ 0,145 por cota em janeiro
O fundo imobiliário dividendos do VGIA11 reportou lucro de R$ 13,672 milhões em janeiro de 2026, avanço de 41,7% ante os R$ 9,65 milhões do mês anterior. A receita totalizou R$ 15,182 milhões no período, refletindo maior eficiência na originação e no giro de carteira. Com base nesses números, a gestão aprovou distribuição de R$ 0,145 por cota, o maior patamar em três meses.
Os dividendos do VGIA11 representam retorno líquido equivalente a CDI + 4,4% ao ano pela cota patrimonial de dezembro e a CDI + 3,4% ao ano pelo preço médio negociado em janeiro. A administração destacou que o fundo segue priorizando ativos com proteção de garantia e fluxo de recebíveis resiliente, de modo a preservar o rendimento.
No fechamento do mês, o portfólio apresentava alocação de 90,9% em 33 papéis, somando R$ 781 milhões investidos, enquanto o restante ficou em instrumentos de caixa. O fundo VGIA11 permanece integralmente adimplente, e a gestora afirma não identificar riscos adicionais relevantes para a próxima safra nos segmentos de atuação, sustentando a previsibilidade de fluxo.
A movimentação de carteira incluiu a quitação antecipada do CRA Usina Santa Fé I, com amortização integral de R$ 3,7 milhões. No secundário, o Fiagro VGIA11 registrou volume médio diário de R$ 2,03 milhões e encerrou janeiro com 170.892 cotistas, demonstrando liquidez consistente para a classe de ativos.
Ao fim do mês, a gestão comunicou reserva acumulada próxima de R$ 7,7 milhões (cerca de R$ 0,09 por cota) e um potencial adicional estimado em R$ 16,5 milhões (aproximadamente R$ 0,19 por cota). Esse montante decorre da diferença entre a marcação a mercado dos CRA Languiru e sua curva de referência, após reestruturação e melhora do risco de crédito da cooperativa.
A operação possui estrutura de garantias atrelada ao fluxo de recebíveis de um grande grupo frigorífico nacional classificado como AAA, com amortizações iniciadas em agosto de 2025. A estratégia do dividendos do VGIA11 segue orientada à expansão e diversificação do portfólio por meio da aquisição de novos ativos com retorno ajustado ao risco.