Tim (TIMS3): Citi corta preço-alvo e rebaixa recomendação; ações caem

Em dia de alta consistente do Ibovespa, com novas máximas históricas intradiárias, as ações da Tim (TIMS3) aparecem entre os destaques negativos do indicador. Por volta das 11h40, os papéis da companhia operam em baixa de 1,11%, a R$ 23,98. 

A variação negativa das ações TIMS3 acontece após o Citi divulgar um novo relatório sobre os papéis da companhia, rebaixando a recomendação de compra para neutra. Além disso, a instituição financeira também reduziu o preço-alvo para os próximos 12 meses, passando de R$ 27 para R$ 25. 

O novo preço-alvo proposto pelo Citi para os papéis da Tim representa uma variação positiva de pouco mais de 3% em relação à cotação dos ativos no fechamento da última terça-feira (20). 

Por que o Citi rebaixou a recomendação para as ações da Tim (TIMS3)? 

O Citi rebaixou a recomendação para as ações da Tim (TIMS3) porque enxerga uma combinação de piora no cenário competitivo e valuation menos atrativo após a forte alta recente do papel.

Em primeiro lugar, os analistas destacam que a tese positiva que sustentava a Tim começou a perder força. Isso porque dados mais recentes indicam ventos contrários no segmento móvel, especialmente no pós-pago, com aumento da portabilidade e continuidade da perda de participação das operadoras. Esse movimento reduz a visibilidade de crescimento e pressiona a dinâmica competitiva.

Além disso, embora a TIM ainda apresente fundamentos sólidos, o Citi avalia que a valorização recente das ações foi puxada principalmente pela expansão de múltiplos, e não por uma melhora proporcional dos fundamentos. Na prática, isso significa que o papel ficou mais caro em relação ao seu potencial de geração de caixa, o que piorou a relação risco-retorno sob a ótica de valuation.

O banco também chama atenção para o desempenho relativo do papel. A Tim (TIMS3) acumula alta de 63% em 12 meses, bem acima da Telefônica Vivo (VIVT3), que subiu 39%, e do Ibovespa, com avanço de 35%. Para o Citi, essa diferença reforça a percepção de que boa parte do cenário positivo já está refletida no preço da ação, limitando espaço para novas revisões positivas no curto prazo.

Giovanna Oliveira

Compartilhe sua opinião