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XPIN11 troca gestora e será absorvido em reestruturação

Uma pessoa de terno está escrevendo em um pedaço de papel

Imagem gerada por IA

Os investidores do XPIN11 aprovaram, em consulta concluída em 24 de fevereiro, a substituição da administradora do fundo imobiliário. A XP Vista Asset Management Ltda. será trocada pela Invista Real Estate Ltda., mesma casa que já gere o fundo IBBP11. A decisão marca o início de uma reorganização ampla, com integração patrimonial e posterior liquidação do fundo.

A transição ocorre nesta sexta-feira (27). A partir de agora, o XPIN11 passa a se chamar Invista Industrial FII, sinalizando oficialmente o começo da nova fase. O cronograma prevê a troca de gestora, a alienação dos imóveis e, por fim, o encerramento das operações do fundo, com redistribuição dos ativos aos cotistas.

A etapa central envolve a transferência dos imóveis ao IBBP11 por R$ 339,1 milhões. Com isso, os ativos deixam o XPIN11 e passam a compor a carteira do IBBP11, que possui a mesma administradora fiduciária e é gerido pela Invista. Em contrapartida, o XPIN11 receberá cotas do IBBP11, que depois serão usadas em uma nova estrutura.

Após a alienação, as cotas recebidas servirão para subscrever um novo fundo imobiliário a ser desenvolvido pela Invista, cuja política deverá espelhar a estratégia vigente do XPIN11. Essa engenharia societária viabiliza a conclusão do processo com a liquidação do fundo original e a entrega proporcional de ativos aos investidores.

Os cotistas receberão: – Cotas de fundos imobiliários que integrarem a carteira; – Eventual saldo em dinheiro. A conversão ocorrerá de forma equivalente, com base na cotação das cotas na data definida. Assim, a exposição dos investidores será realocada, mantendo foco no segmento industrial sob a nova gestão.

Foram aprovadas ainda mudanças na definição de “Ativos Financeiros”. A exigência de rating mínimo A- ou de garantia imobiliária de 100% para CRIs foi retirada, ampliando a flexibilidade para alocação em crédito imobiliário — ainda que com potencial aumento de risco. Também foi autorizada a realização de operações conflitas, inclusive com fundos da própria gestora, até 100% do patrimônio líquido.

Por fim, a autorização de operações com partes relacionadas foi determinante para viabilizar a venda dos imóveis ao IBBP11. Em síntese, o XPIN11 deixará de existir como veículo autônomo, seus imóveis serão absorvidos e os cotistas passarão a ter exposição indireta via nova estrutura, sob a coordenação da Invista.

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