O fundo imobiliário VISC11 distribuiu R$ 0,84 por cota em maio, acima dos R$ 0,76 pagos em abril, impulsionado por remessas de shoppings que somaram R$ 29,58 milhões. O resultado distribuível atingiu R$ 21,978 milhões, avanço de 12% frente ao mês anterior, mesmo com resultado financeiro negativo de R$ 4,403 milhões no período.
A gestão preservou reservas relevantes apesar do aumento na distribuição. O resultado acumulado não distribuído alcançou R$ 24,461 milhões, equivalente a R$ 0,85 por cota. Com o saldo adicional do Shopping Paralela FII de R$ 10,00 milhões (R$ 0,35 por cota), a reserva total disponível chega a R$ 1,20 por cota, fornecendo colchão para pagamentos futuros.
No operacional, os indicadores do portfólio mostraram melhora. O NOI por metro quadrado subiu 8,9%, e as vendas por metro quadrado cresceram 8,7% na comparação anual. Em mesmas lojas, houve divergência: o SSS cedeu 0,1%, enquanto o SSR avançou 3,9%, sugerindo resiliência de receitas de locação.
Descontos e inadimplência seguiram sob controle, com descontos em 2,0% e inadimplência líquida em 2,1%. A taxa de ocupação encerrou abril em 94,3%, estável em relação a doze meses antes, refletindo gestão ativa e estabilidade de contratos nos shoppings do portfólio.
Patrimônio supera R$ 3 bilhões
O patrimônio do VISC11 superou R$ 3 bilhões ao fim de maio, com patrimônio líquido de R$ 3,3 bilhões. As participações em shoppings estavam avaliadas em R$ 4,3 bilhões, distribuídas em 32 empreendimentos, 15 estados e o Distrito Federal. O portfólio soma 301 mil m² de ABL própria, operado por 11 administradoras, reforçando a diversificação geográfica e de gestão.
Na posição financeira, havia R$ 162,0 milhões aplicados, sendo R$ 155,9 milhões em títulos públicos e fundos DI de liquidez imediata, e R$ 6,1 milhões em cotas de FIIs. No passivo, o FII VISC11 mantinha R$ 1,072 bilhão em obrigações ligadas a aquisições, com saldo líquido de R$ 910,4 milhões após descontar aplicações.
No secundário, a cota ajustada fechou maio a R$ 106,25, queda de 2,9%. Incluindo proventos, o retorno foi de -2,1%, 0,7 p.p. abaixo do IFIX. Desde a estreia, o retorno total bruto acumula 118,7% versus 74,2% do IFIX. Para pessoas físicas, a rentabilidade líquida é de 117,5%, equivalente a 127,8% do CDI líquido. O VISC11 encerrou maio com 350.230 cotistas, valor de mercado de R$ 3,1 bilhões e volume médio diário de R$ 10,9 milhões.
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