O fundo de investimento imobiliário TVRI11 informou, em fato relevante de 3 de fevereiro, que o Banco do Brasil decidiu encerrar antecipadamente três contratos de aluguel. A gestora reforçou que a medida segue as condições previstas e que monitorará os desdobramentos junto à administradora. No momento, não há alteração imediata nas operações do fundo nem indicação de efeitos automáticos sobre rendimentos.
Segundo o comunicado, os três contratos de locação correspondem a aproximadamente 4,7% da receita atual do fundo. As notificações foram encaminhadas à BEM Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, administradora do FII, na mesma data do anúncio.
Rescisões e prazos com a palavra-chave
Duas propriedades — uma na Avenida Treze de Maio, no Centro do Rio de Janeiro, e outra na Rua Voluntários de São Paulo, em São José do Rio Preto (SP) — contam com aviso prévio de 180 dias, com contagem iniciada em 3 de fevereiro. A terceira unidade, situada na Rua dos Guaranis, no Centro de Belo Horizonte (MG), possui aviso prévio de 270 dias, também com início na mesma data. Assim, a desocupação ocorrerá de forma escalonada, conforme o término dos prazos.
O documento ressalta que não há efeitos imediatos, pois a rescisão só será concluída após o cumprimento integral dos prazos contratuais. Até lá, os imóveis permanecem ocupados nos termos vigentes, preservando as condições operacionais enquanto a administradora conduz os trâmites.
No aspecto financeiro, a administradora aponta que o encerramento antecipado dos contratos de locação pode ensejar a cobrança de multa em favor do fundo, conforme previsto em contrato. Não foram divulgadas estimativas de valores nem projeções sobre impactos nos proventos, o que mantém o cenário aberto até a definição dos cálculos e eventuais negociações.
A gestora, Tivio Capital Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, afirmou que seguirá acompanhando o caso e publicará novas informações sempre que houver evolução relevante, em linha com a regulamentação. As cotas do TVRI11 seguem negociadas normalmente na B3, e o fundo avaliará alternativas para mitigar vacância, incluindo potenciais processos de reposição de locatários.
