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SNME11 incorporará SNFF11 e quer preservar perfil multiestratégia

SNFF11 apresenta resultado operacional - Foto: Pixabay

SNFF11 apresenta resultado operacional - Foto: Pixabay

O fundo imobiliário SNME11, gerido pela Suno Asset, ganhou destaque no início de 2026 com a aprovação, em assembleia, da fusão com o SNFF11, fundo de fundos da mesma gestora.

A movimentação gerou debate entre cotistas sobre a manutenção do caráter multiestratégia após a incorporação de um FOF de maior porte. Segundo a gestão, a integração foi desenhada para fortalecer, e não diluir, essa identidade.

“Não é perder a veia multiestratégia do SNME11; é potencializá-la”, afirmou Gerardo Azevedo, da Suno Asset, em live com investidores. A operação deverá criar um veículo com patrimônio líquido projetado acima de R$ 400 milhões, superando, portanto, a soma atual de cerca de R$ 70 milhões do SNME11 e mais de R$ 350 milhões do SNFF11. O aumento de escala é apontado como fator-chave para ampliar a capacidade de originar e participar de operações maiores.

Azevedo destacou que um fundo mais robusto e líquido beneficia o cotista, oferecendo acesso a oportunidades que hoje não cabem no tamanho atual. Além disso, a incorporação ocorrerá a valor de mercado, abrindo espaço para realocação ativa. “Os ativos vêm a mercado, e isso dá liberdade para vender e transformar em caixa, alocando em crédito, imóveis diretos, produtos estruturados e outras estratégias”, disse.

SNME11 e SNFF11: potencial de retorno

Em 2025, o SNFF11 registrou proventos acima da média, com R$ 0,80 por cota em dezembro, após três meses distribuindo R$ 1,10 por cota. O dividend yield anual ficou próximo de 13% a 14%, impulsionado por ganhos de capital relevantes. Essas distribuições foram viabilizadas por desinvestimentos concentrados entre setembro e outubro.

Mesmo com os pagamentos elevados, o SNFF11 encerrou dezembro com cota patrimonial de R$ 8,688 e desconto de cerca de 12% frente ao valor patrimonial, patamar que se manteve relativamente estável no começo de 2026. A janela de liquidez obtida com vendas contribuiu para reequilibrar posições e preparar a transição.

A gestão reafirma que o veículo unificado seguirá multiestratégia. “Vamos continuar alocando em crédito, imóveis diretos e operações estruturadas. Essa veia permanece e ganha força com o aumento de patrimônio”, disse Azevedo.

O portfólio será dinâmico, com disciplina para sair de ativos quando necessário, priorizando oportunidades com maior potencial de retorno no novo SNME11.

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