O fiagro SNFZ11 registrou liquidez de aproximadamente R$ 6,9 milhões no último pregão de terça-feira (19/05), em um ambiente marcado pela alta das commodities agrícolas e pelo avanço das exportações. O movimento reforça o interesse crescente dos investidores pelo agronegócio, favorecido pela demanda externa aquecida e pela valorização dos grãos brasileiros.
Impulsionado por expectativas positivas para o comércio internacional, o setor agrícola segue no centro das atenções. A combinação de preços firmes e aumento do volume exportado sustenta o apetite por ativos ligados ao campo, com destaque para veículos que aliam renda e potencial de valorização.
Investimento no Mato Grosso
O SNFZ11 mantém exposição direta a propriedades rurais no Mato Grosso, maior produtor de soja e milho do país. Além da posse das terras, o fundo participa da atividade produtiva das fazendas do portfólio, o que cria fontes complementares de receita e diversifica o risco operacional em diferentes safras e culturas.
A estratégia do veículo busca capturar a valorização de terras e distribuir rendimentos recorrentes atrelados ao desempenho do agronegócio. Esse mosaico tem sido reforçado pelo avanço das exportações e pelo apetite global por alimentos e biocombustíveis, fatores que sustentam a geração de caixa do setor.
Dados oficiais apontam que as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram em abril o maior valor da série histórica para o mês desde 1997, somando US$ 16,65 bilhões, alta de cerca de 17% ano a ano. A soja liderou o movimento, com expansão no volume embarcado e avanço dos preços, enquanto o óleo de soja se beneficiou da maior procura por biocombustíveis em um contexto de petróleo valorizado.
Ritmo forte e contínuo no setor
A Anec projeta que o Brasil exporte aproximadamente 16,129 milhões de toneladas de soja em maio e 2,782 milhões de toneladas de farelo de soja, superando os volumes do ano passado. Essa dinâmica sinaliza continuidade do ritmo forte observado recentemente e consolida a atratividade do setor para investidores.
O fiagro também expandiu sua base: o SNFZ11 alcançou 13 mil cotistas, avanço de cerca de 20% frente aos 10 mil anteriores, o que tende a melhorar a liquidez no mercado secundário. Em evento da Suno Asset, o analista João Vitor Franzin reiterou a tese do fundo e destacou a distribuição de R$ 0,10 por cota, com dividend yield anualizado próximo de 13%.
Investindo em terras no Mato Grosso
A tese do SNFZ11 se ancora na valorização histórica das terras agrícolas brasileiras e na menor volatilidade desses ativos em ciclos adversos.
Com ganhos de produtividade — apoiados por tecnologia, genética e manejo —, o valor patrimonial das propriedades tende a crescer no longo prazo, fortalecendo a perspectiva de retorno total aos cotistas e mantendo a atratividade do fiagro como alternativa de renda e proteção.
