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SNEL11 bate recorde a R$ 8,54 e reforça tese de energia limpa

Bolsa de Valores - Mercado Financeiro

Foto: Suno/Banco

O fundo de investimento imobiliário SNEL11 marcou novo recorde histórico no pregão de sexta-feira (24), ao fechar a R$ 8,54 por cota. O movimento reforça o apetite do mercado por ativos ligados à infraestrutura elétrica e à transição energética, setores que apresentam avanços estruturais relevantes no país.

Nos últimos 12 meses, o papel acumulou alta de 12,19%. Esse desempenho acompanha o fortalecimento da tese de geração distribuída e a preferência por ativos de renda recorrente no mercado doméstico, fatores que têm sustentado a atratividade de fundos com foco em energia.

Segundo dados do Canal Solar, o Brasil pode atingir cerca de 7 GW em armazenamento de energia e 3 GW em resposta da demanda até 2035, de acordo com projeções da EPE apresentadas no evento Storage Leaders. Para Thais Teixeira, consultora técnica da EPE, a tendência está associada ao aumento da variabilidade da geração, impulsionada pela expansão das fontes renováveis no território nacional.

As estimativas também indicam que, até 2029, a carga líquida mínima do SIN deve recuar, enquanto a rampa de carga tende a crescer. Esse descompasso exigirá maior flexibilidade operacional para balancear oferta e demanda ao longo do dia, beneficiando soluções de armazenamento e gestão de consumo.

SNEL11 amplia exposição ao setor de energia renovável

Neste contexto, veículos focados em infraestrutura energética ganham relevância. O SNEL11 é o primeiro FII acessível ao público geral dedicado integralmente a energias limpas, com patrimônio líquido próximo de R$ 905 milhões e portfólio de 20 usinas solares em oito estados. Após aquisição concluída em janeiro, sua capacidade instalada alcançou 87,5 MWp, praticamente dobrando a escala anterior.

A expansão decorreu da 4ª emissão de cotas e elevou a exposição do fundo ao crescimento da demanda energética brasileira. Essa estratégia reforça o posicionamento do FII em ativos com receitas previsíveis e contratos de longo prazo, alinhados à tese de transição energética.

Administração busca expansão com fluxo de caixa previsível

Guilherme Barbieri, Head de Infraestrutura da Suno Asset, destaca que o modelo operacional busca previsibilidade semelhante ao setor imobiliário. “O SNEL não vende energia; ele aluga os ativos para consórcios ou consumidores”, afirma. Na prática, a locação dos ativos solares gera receitas recorrentes e reduz parte da volatilidade típica do setor elétrico.

Proventos mantêm regularidade e sustentam retorno

Além da valorização, o fundo distribuiu R$ 0,10 por cota, equivalente a dividend yield anualizado de 14,97%. A regularidade dos proventos é outro diferencial: desde julho de 2024, o SNEL11 mantém pagamentos mensais no mesmo valor, reforçando sua atratividade para investidores em busca de renda.

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