O fundo de investimento imobiliário SNEL11 alcançou 80 mil investidores nesta semana, consolidando sua base de cotistas em meio a maior liquidez e fortalecimento no mercado de energia solar. O avanço coincide com a maturação de sua tese em geração distribuída e maior visibilidade entre investidores pessoa física e institucionais. A combinação de crescimento no secundário, expansão patrimonial e resultados competitivos sustenta a trajetória recente do fundo.
No mercado secundário, o volume negociado superou R$ 45,1 milhões em janeiro, com média diária acima de R$ 2,1 milhões, sinalizando demanda consistente e melhor eficiência de negociação. Em um dos pregões, a movimentação ultrapassou R$ 17,8 milhões, o maior volume diário desde a listagem. Esse salto de liquidez reduz spreads, melhora a formação de preço e amplia a atratividade para alocadores profissionais.
Em termos de performance, o SNEL11 entregou retorno total de 1,75% em janeiro, superando referências como CDI e IPCA no período. A distribuição foi de R$ 0,10 por cota, resultando em dividend yield anualizado próximo de 14,88%. Esse patamar decorre do estágio de ramp-up dos ativos e da disciplina na alocação de capital, com pipeline alinhado à tese de geração distribuída.
Expansão patrimonial e base de cotistas do SNEL11
A 4ª emissão de cotas impulsionou o patrimônio líquido para cerca de R$ 909,3 milhões, ampliando a capacidade de investimento em novos projetos solares. Antes da oferta, o fundo contava com aproximadamente 34,5 mil cotistas; desde então, mais que dobrou a base, refletindo a busca por renda passiva e exposição à transição energética.
No operacional, o fundo firmou 20 contratos para aquisição de usinas, totalizando 87,5 MWp em diferentes regiões do país. A administração projeta TIR real de 14,44% ao ano para esses investimentos, com possibilidade de expansão adicional conforme os ativos entrem em operação. Entre as prioridades, estão otimização contratual, gestão de ramp-up e captura de ganhos de escala.
Para o primeiro semestre de 2026, o SNEL11 projeta distribuir entre R$ 0,10 e R$ 0,11 por cota, com variações associadas ao avanço dos projetos, ajustes tarifários e novas aquisições. Esse guidance reforça a visibilidade do fluxo de caixa e sustenta a tese de renda recorrente em energia solar.
