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SNEL11 bate 65 mil cotistas e se consolida em energia limpa

SNEL11. Foto: Pixabay.

SNEL11 atua no setor de energia fotovolatica - Foto: Pixabay.

O fundo imobiliário SNEL11 atingiu a marca de 65 mil cotistas nesta semana, um avanço relevante em relação ao último relatório gerencial, quando o número de investidores orbitava os 60 mil.

O salto acompanha a rápida expansão do veículo após a conclusão do recente ciclo de captação, reforçando seu posicionamento no mercado de energia limpa listada na B3. A trajetória evidencia o apelo do produto entre investidores em busca de renda isenta e diversificação setorial.

Com o encerramento da quarta oferta pública de cotas, os recursos captados superaram R$ 620 milhões. Esse movimento impulsionou o valor de mercado do fundo para patamar próximo de R$ 950 milhões, consolidando o SNEL11 entre os maiores FIIs dedicados ao segmento de energia renovável.

O resultado também reflete a demanda por ativos com previsibilidade de caixa e baixa correlação com ciclos tradicionais do real estate.

Além do impacto direto no fundo, a transação elevou o patrimônio gerenciado pela Suno Asset para aproximadamente R$ 3,3 bilhões, sinalizando a relevância crescente do braço de energia dentro da gestora.

A estratégia confere escala, dilui riscos e amplia a capacidade de originação em um mercado em amadurecimento acelerado.

Estrutura da emissão do SNEL11

Na estrutura da oferta, houve a combinação de capital de investidores institucionais com a participação de vendedores de ativos que optaram por permanecer expostos ao veículo, prática que ganha força em ambientes de capital mais seletivo.

Esse arranjo permite que antigos proprietários convertam usinas operacionais em cotas do FII, preservando participação econômica e usufruindo de benefícios fiscais

O mecanismo adotado viabiliza a venda do ativo ao fundo, seguida da aplicação de parte dos recursos — ou compensação de créditos — na própria oferta. Embora previsto em norma há anos, o formato tem mostrado eficácia sobretudo entre pessoas físicas, empresas e holdings familiares no setor energético. Com isso, o veículo mitiga a curva J típica de infraestrutura, reduz riscos operacionais e garante receitas imediatas.

A alocação foca usinas solares fotovoltaicas de geração distribuída conectadas às redes das distribuidoras regionais. Segundo a gestão, parcela relevante do pipeline vem sendo adquirida abaixo do preço de tela do fundo, permitindo criação de valor sem diluição ao cotista.

Ao final, o SNEL11 mantém controle integral dos ativos, enquanto os vendedores seguem com obrigações contratuais próprias de operações de M&A.

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