O fundo imobiliário SNCI11 reportou resultado de R$ 3,14 milhões em junho de 2026, conforme o relatório gerencial. Em julho, a distribuição permaneceu em R$ 1,00 por cota, alinhada ao guidance do terceiro trimestre, entre R$ 1,00 e R$ 1,10 por cota. A manutenção desse patamar também foi anunciada para agosto, com o fundo encerrando o período com resultado acumulado de R$ 0,10 por cota após o pagamento.
Na cotação de fechamento de julho, de R$ 85,35, o rendimento indicado correspondeu a um dividend yield anualizado de 14,06%. Ao fim do mês, a cota era negociada a 0,91 vez o valor patrimonial (P/VP). Segundo a gestão, a estratégia segue voltada a dar previsibilidade aos proventos dentro do intervalo comunicado.
No segundo trimestre, a rentabilidade ajustada atingiu 13,73% nos últimos 12 meses, superando o retorno de 11,12% do IFIX e a média de 11,58% dos fundos comparáveis. Apesar do desempenho acima dos pares, a administração destacou o acompanhamento próximo de eventos de crédito em andamento.
Ao final de julho, quatro ativos seguiam em tratamento especial: CRI AIZ, CRI Vanguarda, CRI RDR e CRI Solar Junior. A equipe informou que a exposição a esses créditos foi reduzida após as novações ligadas à recuperação do CRI RDR, mas a vigilância permanece.
SNCI11 fecha julho com caixa elevado e alavancagem líquida negativa
O spread de crédito consolidado da carteira encerrou julho em 3,66%, abaixo do pico de 5,4% observado no segundo semestre de 2025, nível que a gestão classifica como saudável. A estrutura de capital também foi apontada como um destaque do mês.
O fundo terminou julho com R$ 35,77 milhões em caixa, equivalente a 9,04% do patrimônio líquido. Com R$ 24,73 milhões em operações compromissadas ativas, a alavancagem líquida ficou negativa em 6,25% do PL, caracterizando posição de credor líquido. Parte dessas compromissadas deve ser desmontada ao longo de agosto, à medida que novas alocações forem confirmadas.
Em movimentações de carteira, houve R$ 27,64 milhões em recompras de CRIs, envolvendo operações Mitre 2025, GF6 e Opy Health. Além disso, foram adquiridos R$ 2,10 milhões do CRI LocPay II, a CDI + 5,50% ao ano, e R$ 1,03 milhão do CRI Arpoador, a CDI + 4,50% ao ano.
No lado vendedor, ocorreram saídas de R$ 7,02 milhões em GFSA3 e de R$ 3,48 milhões em SNME11. A gestão também informou pequenas compras de cotas dos FIIs ARRI11 e VCRI11, em ajustes táticos da alocação.
Gestão prevê novas alocações em CRIs nos próximos meses
Para os próximos meses, o fundo mantém um pipeline ativo de operações. Em agosto, caso se confirmem, estão previstas alocações de até R$ 2 milhões no CRI LocPay Sênior, com taxa esperada de CDI + 5,50% ao ano. Em paralelo, avança a estruturação de um investimento de até R$ 9 milhões em um CRI para aquisição de terreno destinado à incorporação, com remuneração projetada de IPCA + 12,68% ao ano, além de equity kicker.
Para setembro, a avaliação contempla um aporte de até R$ 10 milhões em um CRI voltado ao término de obras de uma incorporadora de Vila Velha (ES), com taxa esperada de CDI + 6% ao ano. Também estão no radar possíveis aportes para conclusão das obras das operações Bit Barueri e MZM, conforme evolução dos cronogramas e das diligências.
Mesmo diante das oportunidades de alocação, a administração reforçou o monitoramento dos quatro créditos em tratamento especial. Esses ativos representam 3,15% do patrimônio líquido após as novações relacionadas à recuperação do CRI RDR, segundo o relatório.
