O fundo imobiliário agrícola SNAG11 manteve em abril a distribuição de R$ 0,12 por cota, alinhada à geração recorrente de receitas e ao nível de reservas acumuladas. A administração avalia que o montante provisionado oferece conforto para sustentar a política de rendimentos mesmo em períodos de maior volatilidade. Ao fim da quinta oferta de cotas, o veículo acumulou reserva próxima de R$ 0,226 por cota, reforçando a estratégia de previsibilidade para o investidor de renda.
Em paralelo, o fundo atingiu um marco relevante no mercado de fiagros da B3. Segundo João Vitor Franzin, analista da Suno Asset, o SNAG11 alcançou 130 mil cotistas e passou a figurar entre os maiores da categoria em base de investidores, ocupando a segunda posição nesse critério. O dividend yield anualizado permanece ao redor de 14,4%, indicador que reflete a combinação entre alocação ativa e remuneração média do portfólio.
Emissão de R$ 301 milhões
A quinta emissão levantou aproximadamente R$ 301 milhões, elevando o patrimônio para perto de R$ 1 bilhão. A gestão ressaltou a manutenção do histórico de inadimplência nula, reforçando o controle de risco e a diligência na seleção de operações. “Historicamente, a gente nunca teve problemas de inadimplência aqui do SNAG”, afirmou Franzin, destacando o perfil diversificado e a disciplina de crédito.
Após a captação, a prioridade foi acelerar a alocação para reduzir a exposição a caixa atrelado ao CDI de curto prazo. A estratégia busca preservar o rendimento distribuído e mitigar a diluição típica pós-emissão. Boa parte dos recursos já foi direcionada para operações mapeadas previamente, encurtando o tempo de ramp-up da carteira.
Irrigação ganha tração e amplia produtividade no campo
A principal destinação dos recursos concentrou-se no segmento de irrigação agrícola, considerado estratégico para ganho de eficiência e mitigação de riscos climáticos. O fundo direcionou cerca de R$ 200 milhões ao Fiagro FIDC Irriga Brasil, veículo voltado ao financiamento de projetos no campo. Para Franzin, a irrigação funciona como “seguro climático”, garantindo produtividade mesmo em cenários de menor pluviosidade, além de possibilitar, em alguns casos, um terceiro ciclo produtivo no ano.
No portfólio, o fundo mantém diversificação setorial, com exposição aproximada de 38,5% em revendas, 22,7% em irrigação, 9% em terras agrícolas e 6,3% em armazenagem, além de posições em café, laticínios, sementes e propriedades rurais. A carteira reúne 11 ativos e exposição indireta a 264 devedores, com remuneração média de CDI + 2,52% ao ano, duration de 4,8 anos e inadimplência de 0%, sustentando a tese de renda do SNAG11.
