O fundo de investimento imobiliário RZAG11 reportou resultado líquido de R$ 8,881 milhões em dezembro, impulsionado por receitas totais de R$ 9,729 milhões e despesas operacionais de R$ 682,3 mil. Com esse desempenho, os gestores aprovaram a distribuição de R$ 0,15 por cota, configurando um novo recorde histórico para o fundo e reforçando a tese de renda dos investidores. Considerando a cotação de fechamento do período, o pagamento correspondeu a um dividend yield de 1,57%.
As cotas do RZAG11 oscilaram entre R$ 9,24 e R$ 9,53 ao longo de dezembro, encerrando o mês com valorização de 3,14%. Esse movimento refletiu a percepção positiva do mercado em relação à capacidade de geração de caixa e à disciplina na gestão de riscos. A performance mensal reforçou a atratividade do veículo em um ambiente de juros mais altos e maior seletividade por crédito.
A Riza Asset Management informou que a alocação de recursos permanece alinhada ao planejamento inicial, com 95,42% do patrimônio líquido comprometido em operações, conforme documento gerencial. A manutenção do nível de alocação demonstra consistência na execução da estratégia e aderência às diretrizes de risco, rentabilidade e liquidez.
A administração do fundo comunicou atualizações sobre o Grupo Uniggel, que, segundo comunicado oficial de 9 de janeiro, protocolou pedido de nova recuperação judicial. O processo aguarda deferimento e tramita sob sigilo, limitando o acesso a informações adicionais. As operações ligadas ao grupo contam com proteções contratuais, como a alienação fiduciária de propriedades rurais, característica vista pela gestão como indicativo de natureza extraconcursal dos direitos creditórios.
O fundo imobiliário mantém aproximadamente R$ 12,5 milhões em reservas, equivalentes a R$ 0,18 por cota, com o objetivo de reforçar a previsibilidade de pagamentos e mitigar exposição a eventos de crédito. A administradora e a gestora seguem monitorando o caso e se comprometeram a manter comunicação regular com o mercado, dentro das normas aplicáveis.
A gestão relatou pontualidade do Grupo Celini no pagamento de juros e explicou que, em alguns casos, opta por renovar parcelas do principal de certos tomadores. Essa estratégia visa preservar relações com emissores já estabelecidos, em meio à alta instabilidade de preços e custos no agronegócio. Em sua abordagem, o RZAG11 prioriza originação direta e diversificação ao longo da cadeia agroindustrial, buscando equilíbrio entre risco, retorno e liquidez.
