Os rendimentos do HGLG11 foram fixados em R$ 1,10 por cota para a competência de junho de 2026, patamar mantido desde agosto de 2023. O pagamento ocorrerá em 14 de julho de 2026. Fará jus à distribuição quem estiver posicionado até o encerramento do pregão de 30 de junho de 2026, data-base definida pela gestão.
Com a cotação de fechamento de junho em R$ 151,08, o valor anunciado implica um dividend yield mensal aproximado de 0,73%. Como de praxe nos fundos imobiliários dessa classe, o rendimento é isento de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que observados os requisitos previstos na legislação aplicável.
No resultado que sustenta a distribuição, maio registrou receita total de R$ 1,24 por cota e resultado de R$ 1,00 por cota. O principal evento não recorrente no período foi a venda de cotas de FIIs, que adicionou R$ 0,02 por cota ao resultado. No acumulado do ano, essas alienações já somam lucro de R$ 0,13 por cota. A administração mantém a projeção de distribuir R$ 1,10 por cota ao longo de todo o primeiro semestre de 2026.
Rendimentos do HGLG11 e datas de pagamento
O mês foi marcado por elevada movimentação de inquilinos. Deixaram o portfólio a Zeralog (ativo Guarulhos), a Fedex (Torino), a Pedroso e Martins, a PMLog e a TLS (ativo CLE), além da Felix Optical (São José dos Campos). Em contrapartida, houve a entrada da Rondocargas no ativo de Duque de Caxias. Após esses ajustes, a vacância física alcançou 3,9%, e a gestão projeta que o indicador atinja 4,2% em setembro de 2026.
No campo das aquisições, o fundo concluiu a compra da totalidade dos imóveis anteriormente detidos pelo PATL11, por aproximadamente R$ 355 milhões, integralizados com cotas da 11ª emissão e a um cap rate médio de 10,7% ao ano. A transação foi formalizada em 7 de maio e prevê, pelos seis meses subsequentes à sua conclusão, garantia de renda mínima mensal de cerca de R$ 3,2 milhões paga pelo fundo vendedor.
Em desenvolvimento, o projeto HGLG Simões Filho G100 está 99,9% concluído, com o galpão já em operação e licenças emitidas. No mesmo empreendimento, teve início o monitoramento das obras do galpão G200, em Simões Filho (BA), com investimento estimado em R$ 452 milhões e yield on cost projetado em aproximadamente 11,4% desalavancado.
Movimentações operacionais, aquisições e desempenho
A alavancagem financeira do portfólio encerrou o mês em 8,8%, ou 10,4% quando consideradas dívidas via SPE. O passivo total associado à aquisição de imóveis soma cerca de R$ 1,1 bilhão, dos quais 22% vencem nos próximos 12 meses. Essas obrigações, segundo a gestão, estão mapeadas e suportadas por alocações em CRI e em renda fixa.
Os contratos de locação são majoritariamente típicos (73%), com 27% atípicos, e predominantemente indexados ao IPCA (88%) e ao IGP-M (12%). Em termos de prazos, 58% dos contratos vencem em 2030 ou posteriormente, o que contribui para a previsibilidade de receitas.
Na performance, o fundo rendeu 0,3% no mês, acumula 2,4% em 2026 e apresenta 627,5% desde o início, o equivalente a 14,1% ao ano. No mesmo horizonte, o IFIX avançou 286,6% (9,4% ao ano) e o CDI bruto, 315,9% (9,9% ao ano).
Notícias Relacionadas
