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Renda fixa não é tudo igual: conheça os 3 tipos e veja por onde começar

Fundos de renda fixa. Foto: Pixabay

Fundos de renda fixa. Foto: Pixabay

Se você acha que renda fixa é simplesmente deixar o dinheiro parado e esperar os juros, prepare-se para mudar de ideia. Essa classe de investimentos tem diferentes formas de remuneração, prazos e níveis de liquidez. Entender essas diferenças ajuda o investidor a escolher melhor onde colocar cada objetivo.

Quer entender qual tipo de renda fixa combina com seus objetivos? Conheça a consultoria da Suno e veja como investir com uma estratégia personalizada.

Os três caminhos da renda fixa

Na renda fixa pós-fixada, o rendimento acompanha um indicador que pode variar ao longo do tempo, como a Selic ou o CDI. Por isso, o investidor não sabe exatamente quanto receberá no vencimento, mas consegue acompanhar a evolução do investimento conforme os juros mudam.

Esse modelo costuma ser usado para objetivos de curto prazo e para a reserva de emergência, especialmente quando o investimento oferece liquidez diária, ou seja, permite resgatar o dinheiro a qualquer momento.

Já na renda fixa prefixada, a taxa de juros é definida no momento da aplicação. Se o investidor mantiver o título até o vencimento, saberá exatamente qual será a rentabilidade contratada. A B3 alerta, porém, que o preço do título pode oscilar caso o investidor decida vendê-lo antes do prazo.

A renda fixa híbrida mistura os dois modelos. Uma parte do retorno é fixa e a outra acompanha um índice, geralmente o IPCA. Um título que paga “IPCA + 6% ao ano”, por exemplo, combina a inflação do período com uma taxa real de juros. Por isso, pode ser interessante para objetivos de longo prazo e para quem quer proteger o poder de compra.

Top 3 para quem está começando

O Tesouro Selic é um título público emitido pelo governo e acompanha a taxa básica de juros da economia. Por ter liquidez e baixo risco de crédito, costuma ser uma das portas de entrada para novos investidores.

O CDB é emitido por bancos e pode ser prefixado, pós-fixado ou híbrido. Os títulos ligados ao CDI e com liquidez diária são bastante procurados por quem quer praticidade. Alguns CDBs contam com cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), dentro dos limites estabelecidos.

LCI e LCA são títulos emitidos por instituições financeiras para financiar os setores imobiliário e do agronegócio. Para pessoas físicas, normalmente são isentos de Imposto de Renda, mas podem exigir que o dinheiro fique aplicado até uma data específica.

A melhor escolha depende do prazo, da necessidade de resgate, do risco que o investidor aceita e da tributação. Antes de olhar apenas para a taxa anunciada, vale entender como o produto funciona. É assim que a renda fixa deixa de parecer complicada e passa a trabalhar a favor dos seus planos.

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