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RCRB11 eleva distribuição e projeta manutenção no 1º semestre

RCRB11 eleva resultado e paga maior dividendo em 14 meses

RCRB11 eleva resultado e paga maior dividendo em 14 meses. Foto: Pixabay

O fundo de investimento imobiliário RCRB11 reportou lucro de R$ 4,13 milhões em janeiro de 2026, o maior resultado dos últimos quatro meses. O desempenho reforça a retomada operacional observada no portfólio e sustenta a elevação nas distribuições aos cotistas. A gestão destacou que o avanço decorre de pilares recorrentes, sem efeitos extraordinários relevantes no período.

Do total apurado, R$ 4,988 milhões vieram do resultado imobiliário, enquanto o resultado financeiro adicionou R$ 115,8 mil ao lucro mensal. As despesas operacionais somaram R$ 973,4 mil, em linha com o patamar recente. Esse equilíbrio entre receitas e custos tem permitido maior previsibilidade nas entregas mensais do fundo.

Com base nesses números, foi confirmada a distribuição de R$ 1,07 por cota, a maior em 14 meses. Tendo como referência o preço de fechamento de R$ 141,77 em janeiro, os dividendos do RCRB11 implicam dividend yield anualizado de 9,1%. A administração avalia que esse patamar está adequado às condições atuais do mercado de escritórios.

Projeções e guidance de rendimentos

Para o primeiro semestre de 2026, a gestão projeta manter R$ 1,07 por cota ao mês, o que indica crescimento aproximado de 12,6% frente ao período anterior. O guidance de rendimentos do RCRB11 considera o término progressivo de carências e descontos contratuais, além de efeitos positivos esperados em revisões de contratos, à luz das premissas vigentes no mercado imobiliário.

O guidance não inclui potenciais ganhos extraordinários. Eventuais lucros com alienações podem elevar as distribuições. Atualmente, o FFO projetado é de R$ 1,18 por cota, equivalente a yield anualizado próximo de 10% sobre a cotação. A administração do FII RCRB11 espera convergência gradual entre a distribuição e o FFO à medida que impactos temporários sejam absorvidos.

Em 2026, restam cerca de R$ 0,05 por cota em descontos comerciais a encerrar até dezembro e R$ 0,01 por cota em carências que devem cessar já em fevereiro. Nos últimos três anos, a renda do fundo RCRB11 cresceu mais de 40%, apoiada por maior ocupação e reajustes de aluguéis.

Movimentações na carteira e perspectivas

A gestão iniciou revisões de contratos com vencimentos ou janelas em 2026, com maior potencial nas regiões da JK e Paulista, que têm baixo estoque e valorização de aluguéis. No Edifício Bravo Paulista, houve inadimplência em novembro e dezembro de 2025, com impacto estimado de R$ 0,01 por cota, sem alterar o guidance de R$ 1,07.

A vacância do Bravo Paulista era de 0,45% no fim de janeiro (215 m²), totalmente ocupados no início de fevereiro. O RCRB11 aprovou melhorias no Edifício Girassol 555, como revitalização de fachada e novas catracas de acesso. Uma venda permanece em diligência, com conclusão esperada até o fim do semestre e ganho estimado de R$ 10 milhões (R$ 2,90 por cota), potencial gatilho adicional para as distribuições.

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