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Patria assume RBRY11 após lucro e dividendos robustos

Uma pessoa de terno está escrevendo em um pedaço de papel

Imagem gerada por IA

O fundo imobiliário RBRY11 iniciou 2024 com desempenho robusto. Em janeiro, o veículo registrou lucro de R$ 19,474 milhões, avanço de 22,4% frente aos R$ 15,909 milhões do mês anterior. O resultado foi impulsionado por receitas de R$ 16,918 milhões, compensando custos operacionais de R$ 1,422 milhão e sustentando a distribuição aos cotistas.

No período, o fundo pagou R$ 1,15 por cota em proventos, o que corresponde a um dividend yield anualizado de 14,83% sobre o valor de mercado. A gestão informou que a remuneração está atrelada ao CDI acrescido de 1,86% ao ano, reforçando o caráter defensivo da estratégia de crédito imobiliário.

Além dos resultados, o fundo imobiliário RBRY11 encerrou janeiro com reserva de R$ 0,50 por cota para distribuições futuras, prática que contribui para suavizar eventuais oscilações de fluxo. No mesmo mês, ocorreu a transição de gestão: a RBR Asset Management transferiu a administração para o Patria Investimentos, mudança comunicada oficialmente ao mercado.

Movimentações recentes incluíram a alocação de R$ 8 milhões no CRI Union III, uma operação que antecipa R$ 45 milhões em recebíveis do projeto Union, na Rua Leopoldo Couto de Magalhães Júnior, a cerca de 100 metros da Avenida Faria Lima, em São Paulo. O papel oferece CDI + 2,0% ao ano, com LTV de 24,9%, alienação fiduciária parcial e aval dos sócios como reforços de garantia. Destaque para a origem interna: 96% da carteira é estruturada pela própria gestora.

A carteira do FII soma 40 operações, todas adimplentes, com LTV médio próximo de 60% e garantias imobiliárias por alienação fiduciária. Regionalmente, 52% das garantias estão em São Paulo, sendo 64% desse montante concentrado na capital; 6% situam-se em áreas nobres como Faria Lima, Jardins e Pinheiros, o que tende a sustentar a qualidade colateral.

Para gestão de risco, o fundo RBRY11 utiliza um sistema proprietário de rating, de AAA a D. Em revisão recente, o CRI HM Maxi Campinas foi mantido em A, com exposição de R$ 40,7 milhões (3,3% do patrimônio líquido). A inadimplência reportada é de apenas 4% na carteira vinculada, indicador que reforça a resiliência da política de crédito.

Em síntese, o fundo imobiliário RBRY11 combina rentabilidade, disciplina de risco e pipeline ativo de operações, com reservas e governança ajustadas à nova fase sob o Patria.

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