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Raízen (RAIZ4) propõe converter dívida em ações, diz agência; entenda

Raízen (RAIZ4)

Raízen (RAIZ4) - Foto: Divulgação/Raízen

Em recuperação extrajudicial, a Raízen (RAIZ4) apresentou aos credores detalhes do plano de reestruturação e propôs a conversão de parte da dívida em ações, de acordo com informações divulgadas pela Bloomberg. Segundo a agência, a proposta inclui a conversão de ao menos 45% da dívida em papéis da companhia.

De acordo com fontes ouvidas pela Raízen, a proposta para reestruturar US$ 12,6 bilhões em dívidas será discutida na próxima semana, em encontros em Nova York. 

Caso a conversão de dívida em ações seja aprovada, os credores da Raízen passariam a deter 70% das ações ordinárias da companhia, considerando a precificação do papel na casa dos R$ 0,40. A medida poderia reduzir a alavancagem da empresa para 3 a 3,5 vezes o Ebtida, em comparação com 5,3 atualmente. Este indicador mostra quanto a empresa utiliza dívida para potencializar os lucros. 

Com isso, a companhia teria mais flexibilidade para discutir uma eventual separação entre a unidade de açúcar e etanol dos negócios de distribuição de combustíveis. 

Ainda dentro deste cenário, os credores poderiam indicar três dos sete membros do conselho de administração da empresa, enquanto a Shell, controladora da companhia junto com a Cosan (CSAN3), seria responsável por outras quatro indicações.  

Até o momento, no entanto, a empresa não confirmou as informações divulgadas pela agência. 

Recuperação extrajudicial da Raízen (RAIZ4)

No dia 10 de março, a Raízen anunciou um pedido de recuperação extrajudicial para suspender o pagamento de R$ 65 bilhões em dívidas. Segundo a empresa, a medida foi apresentada em consenso com os credores, com o objetivo de “assegurar um ambiente jurídico estável, protegido e adequado para a negociação e implementação da reestruturação das dívidas”.

De acordo com a empresa, o plano conta com a adesão formal de credores que representam mais de 47% das dívidas financeiras quirografárias.

A Raízen (RAIZ4) também destacou que, conforme prevê a legislação, terá um prazo de 90 dias, contados a partir do processamento do pedido, para alcançar o percentual mínimo exigido para a homologação do plano. Com isso, será possível estender os novos termos e condições de pagamento definidos na proposta a 100% dos créditos sujeitos ao processo.

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