O PORD11 reportou resultado de R$ 3,653 milhões em março, ligeiramente abaixo dos R$ 3,728 milhões do mês anterior. As receitas somaram R$ 3,129 milhões no período, refletindo um ambiente de mercado mais volátil e seletivo. Os cotistas receberam R$ 0,098 por cota em dividendos referentes à competência de março, mantendo a consistência na distribuição mensal.
No acumulado do ano, os rendimentos distribuídos alcançaram R$ 1,169 por cota, o que implica dividend yield de 13,87% ao ano, considerando a cotação de R$ 8,43. A rentabilidade observada equivale a IPCA + 9,02% ao ano, ou IPCA + 11,37% quando considerado o gross up do imposto de renda, com duration projetada de três anos. O fundo mantém ainda R$ 0,032 por cota em inflação apropriada, porém não distribuída.
Administração ajustou taticamente o portfólio
Diante da maior aversão ao risco em março — primeiro nas debêntures mais líquidas, depois em alguns CRIs — a administração do fundo imobiliário ajustou taticamente o portfólio, priorizando operações com prêmios mais atrativos. Essa estratégia buscou preservar o carrego real e melhorar o equilíbrio risco-retorno em cenário de spreads em abertura.
Entre as movimentações, destaca-se a entrada em CRI do Assaí no mercado secundário, com taxa de IPCA + 11,8% e vencimento em 2028. A gestão avaliou que a remuneração oferece prêmio adequado após a reorganização do endividamento da companhia, que atua no varejo alimentar no formato atacarejo. Houve ainda ampliação da exposição à Patrimar, adicionando 0,65% do patrimônio líquido, totalizando 1,5% da carteira a CDI + 3,2%.
Carteira reposicionada para capturar melhores spreads
Nas alienações, ocorreu a saída integral da posição em debêntures JHSF, equivalente a 1,43% do portfólio, a CDI + 1,17% (a posição inicial era a CDI + 1,7%). No mercado primário, foi concluída a operação de CRI Bralar, representando 1,7% do PL, a CDI + 6%, prazo de 72 meses, juros mensais e sem carência. A administração também sinalizou nova operação em fase final, ligada a incorporadora com atuação em Minas Gerais, com remuneração estimada em IPCA + 14,18% e garantias de cerca de 160% do saldo devedor.
O CRI Novo Mundo segue em amortização, reduzindo a exposição em 1,34% no mês e passando a representar 0,90% do patrimônio líquido do PORD11 ao final de março. No geral, a carteira foi reposicionada para capturar melhores spreads sem abrir mão da qualidade de crédito, reforçando o foco em geração de renda real e resiliência.
