Pague Menos (PGMN3) pode estar virando a página — literalmente. Após anos marcados por expansão agressiva, integração turbulenta e pressão no balanço, a Pague Menos entra em um novo ciclo de crescimento, agora com o aval do BTG Pactual, que vê potencial relevante de valorização para a ação.
Segundo relatório recente do banco, a companhia inicia uma nova fase após reforçar sua estrutura de capital, o que abre espaço para crescimento mais disciplinado e melhora operacional consistente.
Novo ciclo da PGMN3 combina crescimento e disciplina
Na visão dos analistas do BTG Pactual, a trajetória da empresa pode ser dividida em três momentos: expansão acelerada, dificuldades com integração da Extrafarma e, mais recentemente, um turnaround focado em disciplina financeira.
Agora, a nova fase é sustentada por um balanço mais sólido e por ganhos de produtividade, com espaço relevante para evolução. “A companhia entra em um novo ciclo, com melhora do balanço e capacidade de buscar maior produtividade e expansão gradual”, destacam os analistas.
Esse movimento vem após um follow-on de cerca de R$ 459 milhões, que ajudou a reduzir a alavancagem e melhorar a liquidez das ações.
Crescimento segue forte, e ainda há espaço
Mesmo após um período desafiador, a Pague Menos já vem mostrando sinais claros de recuperação. A companhia registrou oito trimestres consecutivos de crescimento de receita em dois dígitos, impulsionada por melhorias operacionais e maior eficiência nas lojas.
Ainda assim, há um gap importante: a produtividade por loja segue cerca de 35% abaixo de concorrentes como a Raia Drogasil, o que indica espaço adicional para ganhos operacionais.
Além disso, o BTG projeta um crescimento médio de EBITDA de 15% ao ano entre 2025 e 2028, com expansão relevante do lucro por ação no período.
GLP-1 surge como motor relevante para a Pague Menos
Outro ponto que chama atenção no relatório é o impacto dos medicamentos GLP-1, usados no tratamento de diabetes e obesidade, que vêm ganhando espaço no varejo farmacêutico.
Esses produtos já representam cerca de 9% da receita da companhia e podem continuar impulsionando o crescimento, mesmo sem expansão adicional de participação.
“A categoria de GLP-1, sozinha, pode explicar cerca de 3 pontos percentuais do crescimento da receita”, aponta o BTG.
Avaliação atrativa reforça recomendação
Com esse cenário, o banco retomou a cobertura da companhia com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 9 — o que implica um potencial de valorização superior a 50% em relação aos níveis atuais.
Mesmo após a recuperação recente das ações, a avaliação ainda é considerada descontada, negociando a múltiplos abaixo do histórico e com perspectiva de melhora de margens e geração de caixa.
No fim das contas, o BTG resume a tese de forma direta: “vemos uma empresa com capacidade de entregar crescimento consistente e melhora de rentabilidade, ainda negociando a múltiplos atrativos”, reforçando o momento de virada da Pague Menos (PGMN3).
