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Petróleo dispara 7% com tensão entre EUA e Irã; veja o que mexeu nos preços

Petróleo. Foto: Pixabay.

Petróleo. Foto: Pixabay.

O petróleo voltou a subir com força nesta quarta-feira (29), depois de dias de queda, em meio à retomada dos ataques entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio e ao temor de uma escalada rápida do conflito.

O petróleo WTI para setembro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em alta de 6,56%, ou US$ 5,20, a US$ 84,46 por barril. Já o Brent para outubro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), avançou 7,32%, ou US$ 6,01, a US$ 88,09 por barril.

O movimento veio depois que o Irã lançou uma série de mísseis contra forças americanas no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos se uniram à Arábia Saudita para atacar milícias apoiadas por Teerã no Iraque.

Oriente Médio volta a pressionar o petróleo

A escalada ganhou força após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o país atacará o Irã “fortemente” em resposta às ofensivas contra alvos americanos na Jordânia.

Apesar do tom mais duro, Trump disse que permitirá que o Irã “continue negociando”, sem dar mais detalhes.

A tensão também aumentou com informações sobre o possível envolvimento de assessores da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã no planejamento de um sistema de pedágio a ser aplicado pelos houthis no estreito de Bab el-Mandeb, segundo a Al Jazeera.

Além disso, o Irã rejeitou uma proposta de Omã para estabelecer uma gestão conjunta do Estreito de Ormuz, por considerar que o plano não atenderia aos interesses de Teerã.

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Estoques dos EUA e guerra na Ucrânia também pesam

Para Samer Hash, analista da XS.com, o prolongamento da guerra pode ampliar os danos a instalações petrolíferas relevantes, tanto no Golfo Pérsico quanto no Irã.

“Isso poderia manter os preços do petróleo relativamente altos por um longo período. Cenários extremos e improváveis podem se tornar realidade à medida que o prazo da guerra se estende”, afirma.

O petróleo também ganhou força após a divulgação dos estoques semanais dos Estados Unidos, que caíram bem abaixo do esperado pelo mercado.

Na Ucrânia, autoridades do país afirmaram ter atingido durante a madrugada uma das maiores refinarias de petróleo da Rússia, em mais um movimento de pressão econômica, militar e diplomática sobre Moscou.

Com a combinação de tensão no Oriente Médio, risco a rotas estratégicas, queda nos estoques americanos e ataques a refinarias russas, o petróleo interrompeu o ciclo recente de baixa e voltou ao centro das atenções dos investidores.

 

*Com informações da Dow Jones Newswires

Com Estadão Conteúdo

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