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Petrobras (PETR4) compra fatia em bloco da Equinor e mira novas reservas

Petrobras (PETR4). Foto: Divulgação

Petrobras (PETR4). Foto: Divulgação/Petrobras

A Petrobras (PETR4) voltou às compras na exploração offshore. A estatal informou que celebrou contrato com a Equinor Brasil Energia para adquirir 50% de participação no bloco Itaimbezinho, localizado no offshore da Bacia de Campos.

Atualmente, a Equinor detém 100% do bloco. Com a conclusão da transação, o consórcio passará a ser formado pela Equinor, como operadora e dona de 50%, pela Petrobras, também com 50%, e pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), como gestora do Contrato de Partilha.

Petrobras reforça aposta na Bacia de Campos

Segundo a Petrobras, a operação está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia e tem como objetivo contribuir para a recomposição das reservas de petróleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras e da atuação em parceria.

O movimento também reforça a presença da estatal na Bacia de Campos, uma região tradicional para a companhia e onde já existem ativos próximos desenvolvidos em parceria com a própria Equinor.

No comunicado, a Petrobras cita como exemplos o projeto Raia e a licença exploratória de Jaspe, também ligados à parceria entre as duas empresas. A leitura é que a nova aquisição pode ampliar sinergias em uma área onde a companhia já possui conhecimento operacional e presença relevante.

Negócio ainda depende de aval do Cade e da ANP

A Petrobras informou ainda que a aquisição do bloco Itaimbezinho passou pelos trâmites internos de governança da companhia e está em linha com o Plano de Negócios 2026-2030.

A conclusão da transação, no entanto, ainda depende do cumprimento de condições precedentes, incluindo aprovações governamentais e regulatórias. O processo de cessão será submetido ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Com a aquisição de 50% do bloco Itaimbezinho, a Petrobras reforça uma mensagem estratégica ao mercado: a estatal segue buscando novas frentes exploratórias para sustentar reservas futuras, mas sem abrir mão de parcerias em áreas consideradas relevantes para seu portfólio.

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