A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciou nesta sexta-feira, 29, que pretende dobrar a capacidade de todas as suas Fábricas de Fertilizantes (Fafens) instaladas nos estados de Sergipe, Bahia, Paraná e a que está em construção em Mato Grosso do Sul, para tentar atingir a autossuficiência do País na produção do insumo, hoje totalmente dependente de importação.
“Estávamos pensando em mais cinco plantas e chegar a ser autossuficientes em fertilizantes nitrogenados…cinco plantas é ótimo, mas onde é que vai ser isso? E onde é que chega o gás? Enfim, e aí eu perguntei se a gente tem espaço aqui do lado da planta de Sergipe, por que a gente não dobra essa planta aqui? Se a gente tem espaço, se a gente tem espaço na Bahia, por que a gente não dobra a planta da Bahia? E se a gente tem espaço em Mato Grosso do Sul, por que a gente não dobra a planta de Mato Grosso do Sul?”, disse Magda em discurso ao lado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva durante evento na Fafen Sergipe.
Segundo ela, a decisão ainda depende de estudos, mas pode ser tomada “ainda neste quinquênio” para levar o País a atender 75% da demanda de fertilizantes nitrogenados, após o aumento da produção de gás natural pela Petrobras.
“Aproveitando o aumento da produção de gás natural proporcionado pela Petrobras, talvez consiga chegar a cerca de 70%, 75% dos fertilizantes nitrogenados que o Brasil precisa. Agora, a nossa meta vai ser buscar a autossuficiência de fertilizantes nitrogenados”, disse a executiva, destacando que em Sergipe também existe potássio, que também é insumo para fertilizantes.
Magda disse ainda, que gostaria de explorar urânio, mineral às vezes associado ao potássio, e minerais críticos, em um momento em que o presidente Lula busca soberania nesse setor, mas não deu detalhes.
“Eu gosto da ideia de explorar potássio. Gosto da ideia de explorar minerais críticos. Gosto da ideia de fazer urânio. Gosto da ideia de ser uma empresa de energia cada vez maior”, disse Magda, admitindo que no momento a estatal não tem objeto social hoje para fazer mineração. “Tínhamos a Petromisa, mas num passado recente, esse objeto social deixou de integrar o objeto social da Petrobras. Podemos retomar isso. Vai fazer parte de um esforço da Petrobras e depende de toda a sociedade brasileira realmente querer isso”, afirmou.
Com Estadão Conteúdo
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