A Petrobras (PETR4) deu mais um passo relevante em sua estratégia de expansão ao aprovar a decisão final de investimento (FID) no projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP I), consolidando uma nova frente de produção de óleo e gás no país. A iniciativa reforça o movimento da companhia de ampliar sua capacidade produtiva em projetos de grande escala.
A aprovação ocorreu pelo Conselho de Administração e dá continuidade ao desenvolvimento do polo na Bacia Sergipe-Alagoas, considerado uma das novas apostas da estatal.
Projeto avança com ganhos de escala e retorno financeiro
A decisão da Petrobras ocorre após uma série de revisões no projeto e negociações com fornecedores, que permitiram melhorar a atratividade econômica da iniciativa.
Segundo a companhia, “as otimizações de projeto e revisão de termos e condições contratuais elevaram a atratividade econômica dos dois módulos”, que apresentam valor presente líquido positivo em todos os cenários analisados.
Além disso, a integração entre os módulos SEAP I e SEAP II, com uso das plataformas P-81 e P-87, deve permitir capturar sinergias relevantes e ganhos de escala ao longo do desenvolvimento.
Contratação de plataformas e estrutura do projeto
A Petrobras também avançou na contratação das unidades de produção. O projeto prevê a construção de duas plataformas do tipo FPSO, em modelo Build, Operate and Transfer (BOT), no qual a contratada é responsável pela construção e operação inicial dos ativos.
A empresa destacou que a assinatura dos contratos está prevista para maio de 2026, condicionada às etapas finais de governança e aprovação dos parceiros.
As plataformas serão construídas pela SBM Offshore e, juntas, terão capacidade para produzir até 240 mil barris de óleo por dia, além de processar 22 milhões de metros cúbicos de gás natural diariamente.
Produção deve começar na próxima década
O cronograma do projeto indica que a produção do módulo SEAP II deve começar em 2030, com exportação de gás prevista a partir de 2031. Já o módulo SEAP I deve entrar em operação após o horizonte do plano estratégico atual da companhia.
No comunicado, a Petrobras (PETR4) destacou que a aprovação do investimento “consolida o desenvolvimento do Sergipe Águas Profundas como uma nova fronteira de produção de óleo e gás no país”, reforçando o papel estratégico do projeto para o crescimento da companhia no longo prazo.
