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Panvel (PNVL3): após resultados do 4T25, BTG reforça compra

Dimed (PNVL3), controladora da Panvel vai pagar JCP

Dimed (PNVL3), controladora da Panvel - Foto: Divulgação/ Panvel

A Panvel (PNVL3) apresentou um conjunto sólido de resultados no quarto trimestre de 2025, na avaliação do BTG Pactual. Em relatório divulgado nesta sexta-feira (20), a casa reiterou recomendação de compra para as ações da rede de farmácias e manteve preço-alvo de R$ 19.

Segundo os analistas do banco, o desempenho foi marcado por crescimento consistente nas vendas, avanço das margens e melhora na geração de caixa. As vendas no varejo da Panvel cresceram 18% na comparação anual, alcançando R$ 1,67 bilhão, impulsionadas principalmente pela alta nas vendas de medicamentos.

“A Panvel reportou um conjunto sólido de resultados no quarto trimestre, amplamente em linha com nossas estimativas, mostrando forte crescimento de vendas nas mesmas lojas, desempenho operacional sólido e outra rodada de ganhos de margem”, afirmaram os analistas.

BTG destaca momento positivo e potencial de alta

O bom resultado reportado pela Panvel no 4T25 foi sustentado pelo avanço de 14,7% nas vendas mesmas lojas (SSS, na sigla em inglês), uma aceleração relevante frente aos 9,1% registrados no trimestre anterior. Além disso, a produtividade das unidades aumentou 13% em relação ao ano anterior, para R$ 849 mil por loja ao mês, enquanto o market share da companhia na região Sul subiu 70 pontos-base, chegando a 13,9%.

No lado da rentabilidade, o banco também destacou a expansão das margens. O lucro bruto da companhia atingiu R$ 503 milhões no período, alta de 19% na base anual, com margem de 29,8%. Já o Ebitda ajustado somou R$ 105 milhões, avanço de 28%, enquanto o lucro líquido chegou a R$ 45 milhões, crescimento de 35% em relação ao mesmo período do ano anterior.

“O fluxo de caixa livre atingiu R$ 42 milhões, impulsionado por menor capex, melhores resultados operacionais e um ciclo de caixa mais saudável”, destacou o BTG.

Com isso, a companhia também reduziu sua alavancagem. A dívida líquida encerrou o período em R$ 287 milhões, com relação dívida líquida/Ebitda de 0,9 vez.

Na visão do banco, a tese de investimento nas ações PNVL3 continua sustentada por quatro pilares principais: alta densidade de lojas em seu mercado principal, potencial de expansão de margens, forte presença de marcas próprias e um modelo omnichannel robusto.

“Continuamos vendo um upside relevante para a Panvel (PNVL3) como um player resiliente do setor farmacêutico, com forte momentum”, afirmaram os analistas.

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