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Oi (OIBR3): “Fim da recuperação judicial poderia ser decretado a qualquer momento”, diz CEO

Rodrigo Abreu, CEO da Oi (OIBR3). Foto: Reprodução/YouTube

Rodrigo Abreu, CEO da Oi (OIBR3). Foto: Reprodução/YouTube

Rodrigo Abreu, CEO da Oi (OIBR3), afirmou que o fim do processo de recuperação judicial da companhia “poderia ser decretado a qualquer momento” pelas autoridades judiciais.

“Do nosso ponto de vista, a gente cumpriu até hoje 100% das obrigações de recuperação. Então, do ponto de vista formal, o fim da recuperação judicial poderia ser decretado a qualquer momento. A análise está na mão do juiz, a empresa continua entregando todos os compromissos de recuperação”, argumentou Abreu durante participação no podcast da Genial Investimentos nesta quarta (7).

Contudo, o executivo detalhou aos acionistas que a disputa pelo término do processo de recuperação judicial da Oi contou com alguns elementos adicionais nos últimos meses.

“O que acabou acontecendo ao longo dos dois últimos meses foi a disputa pelo ajuste de preço com os três compradores da Oi Móvel, um elemento que fazia parte do plano e obviamente ainda não foi recebido – está lá com depósito judicial. O juiz pediu para entender o que significa isso, se vai ser recebido ou não, demos todas as informações”

[a recuperação judicial] poderia acontecer ao final de qualquer tempo agora. É uma análise que não depende mais da companhia, e sim do juiz da recuperação. Nós cumprimos todos os elementos.

Futuro da Oi

Na entrevista, Abreu afirmou que a recuperação “tem sido muito positiva para proteger a companhia em que você conta com disputas como essa”. Além disso, o executivo argumentou que esse processo deveria ser “desmistificado no mercado de capitais brasileiro”.

“A recuperação judicial é vista sempre como algo muito negativo. De fato, a origem sempre vai ser algo negativo. No entanto, como essa condição, muitas vezes, acontece até por fatores exógenos, pandemia, crise, etc., ela é um mecanismo importante do capitalismo para proteger o valor das empresas”, disse.

De acordo com o CEO da Oi, ainda é necessário discutir a dívida da companhia com credores: “Tem sim algumas discussões em andamento. Essa discussão já aconteceu lá no primeiro plano, é uma continuação. Muitos dos credores são os mesmos, mas a visão é justamente de busca de uma equação que faça sentido para a companhia”.

A gente não pode ter um desequilíbrio entre uma obrigação de dívida e uma capacidade de geração de resultado para pagar dívidas que não se conversem, e hoje, elas não se conversam.

Segundo o Status Invest, as ações da Oi estavam estáveis por volta das 17h50, operadas por R$ 0,18.

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