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Nubank (NU) chega aos EUA com conta em dólar, cashback e criptomoedas

Nubank:Foto: Divulgação

Nubank. Foto: Divulgação

O Nubank, controlado pela Nu Holdings (NYSE: NU), iniciou nesta quinta-feira, 10 de setembro de 2026, suas operações nos Estados Unidos. A companhia lançou uma linha completa de produtos financeiros e apresentou o Nu Global, uma conta digital multimoeda voltada para transferências e gastos internacionais.

Em comunicado ao mercado, a empresa afirmou: “Nos Estados Unidos, o Nu está iniciando suas operações com o lançamento de uma linha completa de produtos financeiros e do Nu Global, uma nova conta digital multimoeda”.

O movimento amplia a atuação internacional do grupo e coloca a companhia em um dos mercados financeiros mais competitivos do mundo. No Brasil, os investidores acompanham a empresa por meio das ações negociadas na Bolsa de Nova York e do BDR ROXO34.

Nubank estreia nos EUA com conta remunerada e cashback

Nos Estados Unidos, o Nubank fechou uma parceria com o Lead Bank, instituição financeira com depósitos protegidos pelo FDIC, o fundo que garante determinados depósitos bancários no país.

A operação inclui uma conta de depósito com rendimento anual equivalente de 3,50%, transferências domésticas e internacionais sem tarifas e um cartão de crédito sem anuidade. O cartão oferece cashback ilimitado de 1,5% sobre as compras.

O rendimento anunciado é expresso em APY, sigla em inglês para rendimento percentual anual. Na prática, o indicador mostra quanto o dinheiro pode render ao longo de um ano, considerando a forma de capitalização informada pelo produto.

A parceria com o Lead Bank permite que o Nubank comece a oferecer os serviços enquanto aguarda a autorização para atuar como banco nacional nos Estados Unidos.

Nu Global conecta contas, moedas e ativos digitais

A segunda novidade é o Nu Global, uma conta multimoeda com transferências rápidas e gratuitas para mais de 35 países.

Inicialmente, o serviço foi estruturado para conectar Europa e América Latina. Brasil, Colômbia, México e Estados Unidos estão entre os mercados planejados pela companhia.

A conta oferece rendimento anual equivalente de 3,50% sobre depósitos convertidos em USDC, uma stablecoin atrelada ao dólar, e de 2,20% sobre valores convertidos em EURC, ligada ao euro.

Stablecoins são ativos digitais criados para acompanhar o valor de uma moeda tradicional. No caso do USDC e do EURC, a proposta é manter uma cotação próxima do dólar e do euro, respectivamente.

O Nu Global também inclui um cartão virtual para gastos internacionais e permite que os clientes mantenham e negociem uma seleção de ativos digitais, incluindo Bitcoin e Ethereum.

Licença bancária própria ainda está em análise

A Nu Holdings informou que solicitou uma licença nacional para operar como banco nos Estados Unidos em 2025. Em janeiro de 2026, a companhia recebeu uma aprovação preliminar condicional do Escritório do Controlador da Moeda dos Estados Unidos.

A autorização definitiva, porém, ainda não foi concluída. Por isso, os produtos são lançados inicialmente por meio do modelo de banco parceiro, usando a estrutura do Lead Bank.

Essa diferença é importante. A entrada comercial nos Estados Unidos já começou, mas a companhia ainda depende de novas etapas regulatórias para operar com uma licença bancária própria.

O que a expansão significa para os investidores?

A estreia nos Estados Unidos aumenta o mercado potencial da Nu Holdings e pode abrir espaço para novas receitas com contas, cartões, transferências e serviços digitais.

Ao mesmo tempo, a expansão envolve desafios relevantes. A empresa terá de conquistar clientes em um mercado com bancos tradicionais, fintechs e empresas de pagamentos já consolidadas. Também precisará administrar custos de aquisição, regras regulatórias, segurança digital e a operação com um banco parceiro.

O desempenho da nova operação não deve ser medido apenas pelo número de contas abertas. Para os investidores, será importante acompanhar a quantidade de clientes ativos, os depósitos captados, o uso dos cartões, a receita por cliente e o impacto dos novos produtos sobre as despesas.

A chegada aos Estados Unidos representa um passo importante para o Nubank, mas ainda é o início de uma operação que dependerá de escala, aprovação regulatória e capacidade de transformar novos clientes em receita recorrente.

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