O segmento de lajes corporativas premium em São Paulo registrou avanço sólido entre janeiro e março de 2026, com maior demanda, alta nos preços de locação e queda da desocupação, segundo o BTG Pactual. O movimento foi sustentado por absorção consistente mesmo diante da entrega de nova oferta, indicando tração do mercado em ativos de padrão elevado. A dinâmica reforça a preferência por edifícios recentes, bem localizados e com especificações técnicas superiores.
A Avenida Faria Lima consolidou-se como referência de valor, com pedidos acima de R$ 300/m². A combinação de estoque limitado e procura qualificada elevou o patamar de preços, pressionando a disponibilidade e reduzindo a negociação em imóveis de menor qualidade. Esse comportamento destaca a resiliência do eixo financeiro da cidade.
Desocupação geral do segmento caiu para 13,4%
A taxa de desocupação geral do segmento caiu para 13,4% no 1º trimestre, redução de 1,1 p.p. frente ao período anterior, mesmo com a incorporação de cerca de 26 mil m². O resultado sinaliza capacidade de absorção e seletividade dos ocupantes. Regiões como Pinheiros e o corredor Rebouças mantiveram liquidez, assim como a Avenida Chucri Zaidan, que segue atraindo empresas em busca de lajes eficientes.
O BTG também aponta continuidade do movimento de flight-to-price, no qual companhias migram para áreas periféricas com custos mais competitivos. Esse ajuste redistribui demanda e abre espaço para negociações táticas, sobretudo em empreendimentos fora dos eixos mais caros.
Preços sobem na Faria Lima; Vila Olímpia perde fôlego
Enquanto a Faria Lima reafirma a liderança, a Vila Olímpia apresenta trajetória oposta, com projeção de alta na taxa de vacância nos próximos trimestres. Devoluções já mapeadas e menor perspectiva de absorção imediata devem pressionar indicadores locais, sem, contudo, alterar o equilíbrio do mercado paulistano como um todo, conforme o BTG Pactual.
A perspectiva para 2026 permanece construtiva: demanda estável, escassez de grandes áreas e novas entregas pré-locadas tendem a sustentar reajustes de aluguel. Entre os FIIs de escritórios, destacam-se PVBI11, HGRE11, VINO11 e BRCR11, cuja performance depende de portfólio, contratos, localização e gestão. No agregado, o quadro favorece ativos core e bem posicionados no mapa corporativo de São Paulo, reforçando o apelo das lajes corporativas de alto padrão.
