Semana do ESG

IRB (IRBR3) desaba 24% no mês e atinge mínima histórica; entenda o que houve com a ação

IRB (IRBR3) desaba 24% no mês e atinge mínima histórica; entenda o que houve com a ação
IRB Brasil: Foto: Divulgação

O IRB Brasil (IRBR3) fechou o pregão desta terça-feira (27) em queda, pela quinta sessão consecutiva. Com perdas de 4,35%, cotada a R$ 2,20, a ação entrou no ranking das maiores perdas do Ibovespa. A cotação está na mínima histórica desde que foi realizado o IPO, em 2017.

Nos últimos cinco dias, a ação do IRB Brasil perdeu mais de 15%. No dia 22 de junho, a empresa divulgou seus dados do relatório periódico mensal, enviado à Superintendência de Seguros Privados (SUSEP).

“No mês a ação do IRB acumula perdas de 26%, aproximadamente, seguindo a tendência técnica de baixa”, diz Caique Stein, CNPI-T da DV Invest. “Está bastante pressionado pela ponta vendedora, muitos investidores shorteando o papel ainda. Ou seja, vendendo a ação sem tê-la em carteira, o que faz com que o preço seja realmente ainda mais pressionado para baixo.”

O IRB Brasil reportou prejuízo de R$ 92,7 milhões em abril de 2022, ante o resultado negativo de R$ 48,9 milhões na comparação com o mesmo período de 2021.

Já o prejuízo acumulado do IRB Brasil nos primeiros quatro meses de 2022 foi de R$ 12,2 milhões, ante um lucro líquido no mesmo período do ano passado de R$ 1,9 milhão.

A despesa de sinistro em abril de 2022 foi de R$ 478 milhões, com índice de sinistralidade de 103,1%, impactada pelo segmento Agro. Desta forma, ficou em valor equivalente à despesa de abril de 2021, de R$ 479 milhões, que representou então sinistralidade de 84,3%.

No primeiro quadrimestre deste ano, a despesa com sinistro totalizou R$ 1,4 bilhão, uma queda de 7,7% quando comparada com o mesmo período do ano anterior. No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, o índice de sinistralidade do IRB foi de 87,4%, comparado a 75,6% no primeiro quadrimestre de 2021.

O especialista ainda afirma que a pressão baixista nos papéis de IRB Brasil não são novidade há alguns anos, desde o escândalo causado pela frauda no balanço fiscal da companhia, em 2020. Para ele, então, qualquer pico de alta da empresa é apenas uma tentativa de alívio, mas continua com uma expectativa da queda na sequência.

“Não tem nenhum nível de suporte, continuará renovando as mínimas historias e não tem nenhum sinal positivo pela frente; o papel pode sofrer ainda um pouco mais”, finalizou Caique.

Cotação do IRB Brasil nesta terça (28)

O IRB Brasil fechou em queda de 4,35%, a R$ 2,20. No ano, acumula perdas de 42,71%.

Victória Anhesini

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