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Ibovespa sobe 1,21% e recupera os 170 mil pontos com alívio no Oriente Médio

Ibovespa recupera os 170 mil pontos com melhora do apetite por risco e avanço das negociações no Oriente Médio.

Ibovespa recupera os 170 mil pontos com melhora do apetite por risco e avanço das negociações no Oriente Médio.

O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira (22) em alta de 1,21%, aos 170.370,38 pontos, recuperando o patamar dos 170 mil pontos após sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. O principal índice da Bolsa brasileira oscilou entre a mínima de 168.326,26 pontos e a máxima de 170.749,76 pontos. O volume financeiro somou R$ 23,62 bilhões.

O movimento foi impulsionado pelo aumento do apetite por risco nos mercados globais após declarações de autoridades americanas indicando que o Irã estaria disposto a voltar a receber inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Embora Teerã ainda não tenha confirmado oficialmente a medida, investidores interpretaram a sinalização como um avanço nas negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio.

Segundo Ian Lopes, economista da Valor Investimentos, a alta da bolsa brasileira foi favorecida principalmente pelo retorno do fluxo estrangeiro.

“A alta superior a 1% do Ibovespa ocorre principalmente por conta do fluxo estrangeiro. Sempre que o mercado dá uma descontada, o investidor estrangeiro vê bons ativos no Brasil. Com apetite a risco, vem fluxo de capital.”

Ibovespa reage com bancos, Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3)

Mesmo com a queda do petróleo no mercado internacional, as ações da Petrobras avançaram na sessão. O contrato do Brent para agosto caiu 3,31%, para US$ 77,90 por barril.

Ainda assim:

Entre os bancos, todas as principais instituições financeiras fecharam em alta, ajudando a sustentar o avanço do índice.

O destaque positivo ficou com Azzas (AZZA3), que disparou 10,48% após confirmar a contratação do Morgan Stanley para conduzir a possível venda da marca Farm Rio.

Cotação do dólar hoje

A moeda americana recuou com a melhora do ambiente externo e a redução da demanda por ativos considerados mais seguros.

Fechamento das bolsas americanas

Os índices de Nova York também avançaram após os sinais de progresso nas negociações envolvendo Estados Unidos e Irã, favorecendo o apetite global por risco.

Mercado aguarda ata do Copom e inflação dos EUA

Apesar da recuperação do Ibovespa, investidores seguem cautelosos. O foco agora se volta para a divulgação da ata da última reunião do Copom, prevista para terça-feira (23), e do índice de inflação PCE dos Estados Unidos, que será conhecido na quinta-feira (25).

Segundo Marcelo Boragini, especialista em renda variável da Davos, o mercado ainda busca entender o tom adotado pelo Banco Central na última decisão de juros.

Além disso, o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira mostrou nova piora nas expectativas para a inflação de 2026. A projeção para o IPCA subiu de 5,30% para 5,33%, enquanto a estimativa para a Selic ao fim do próximo ano avançou de 13,75% para 14%.

Na sessão anterior, realizada na sexta-feira (19), o Ibovespa fechou aos 168.333 pontos, com leve alta de 0,03%, em um pregão de baixa liquidez marcado pelo feriado de Juneteenth nos Estados Unidos e pelo vencimento de opções sobre ações.

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