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Ibovespa renova recorde de fechamento com força de Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3)

Ibovespa. Foto Unsplash.

Ibovespa. Foto Unsplash.

Ibovespa encerrou o pregão desta quarta-feira (14) com forte alta e renovou o recorde histórico de fechamento, mesmo após um dia de elevada volatilidade no mercado internacional. O principal índice da B3 avançou 1,96%, aos 165.145,98 pontos, após também renovar a máxima intradiária, aos 165.146,49 pontos. O giro financeiro foi robusto, somando R$ 65,5 bilhões, impulsionado pelo vencimento de opções sobre o índice.

A sessão começou com apoio firme do setor de energia, especialmente das ações da Petrobras, que chegaram a subir mais de 5% ao longo da tarde, sustentadas pela alta do petróleo diante das tensões no Oriente Médio. No entanto, perto do fechamento, a commodity virou para queda após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando maior tolerância com o Irã, o que reduziu o ímpeto do setor. Ainda assim, Petrobras ON fechou em alta de 3,63% e a PN, de 2,73%.

A acomodação do petróleo foi mais do que compensada pelo desempenho da Vale ON (+4,74%), principal papel do índice, além do avanço das ações de grandes bancos na reta final do pregão, com destaque para BTG Unit (+2,08%)Itaú PN (+1,10%) e Bradesco PN (+1,81%).

Segundo Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, o ambiente externo foi de viés levemente negativo para ativos de risco, mas o Brasil apresentou desempenho relativo melhor.

“O Ibovespa subiu após duas sessões negativas, enquanto as bolsas americanas cederam, respondendo ao início da temporada de resultados e à espera de mais sinais do Fed”, afirmou.
Ela acrescenta que o Livro Bege reforçou a leitura de crescimento moderado da economia americana, com desaceleração na margem, mas sem sinais de recessão iminente, sustentando a expectativa de cortes graduais de juros, não agressivos.

Cotação do dólar hoje

dólar comercial operou em alta moderada, refletindo cautela global. Nos Estados Unidos, os Treasuries de 10 anosgiraram em torno de 4,1% a 4,2%, devolvendo parte da alta recente, enquanto o movimento também sustentou a corrida por metais preciosos, com ouro e prata em máximas históricas.

Em Nova York, o pregão foi negativo:

Altas e baixas do Ibovespa

Na ponta positiva, além de Vale e Petrobras, destacaram-se Bradespar (+4,32%) e TIM (+4,30%). No lado oposto, as maiores quedas ficaram com MRV (-5,34%)Rumo (-4,26%) e Marcopolo (-2,21%).

Mesmo com o ambiente externo mais instável, o Ibovespa conseguiu se descolar de Nova York e fechar o dia em máxima histórica, sustentado pelo peso das commodities, fluxo comprador e melhora na percepção de risco para ativos brasileiros.

Com Estadão Conteúdo

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