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Ibovespa respira após tombo e recupera os 185 mil com reação de bancos

Ibovespa

Ibovespa. Foto: iStock

Depois do susto da véspera, o Ibovespa conseguiu respirar nesta quarta-feira (4). O índice ensaiou recuperação ao longo da tarde, acompanhando a melhora de humor em Nova York, e voltou a fechar acima dos 185 mil pontos, avançando 1,24%, aos 185.366,44 pontos.

O pregão teve dinâmica de reação. Após a forte queda do dia anterior, investidores voltaram às compras em papéis que haviam sido mais castigados pela aversão ao risco global, especialmente os bancos. O índice chegou à máxima de 186.306 pontos e à mínima de 183.110 pontos durante a sessão. O volume financeiro caiu para R$ 27,3 bilhões, após o giro elevado do pregão anterior.

Apesar da recuperação, o saldo ainda é negativo no curto prazo: na semana e no mês, o Ibovespa recua 1,81%. No acumulado de 2026, porém, o índice ainda avança 15,04%.

O setor financeiro liderou o movimento de recuperação. BTG (BPAC11) saltou 4,14%, Santander (SANB11) subiu 2,20% e Itaú (ITUB4) avançou 1,42%. Bradesco (BBDC4) também registrou alta.

Entre as blue chips, Vale (VALE3) caiu 0,46%, enquanto Petrobras (PETR3; PETR4) também recuou, mesmo com o petróleo virando para o positivo no exterior ao longo da tarde.

Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos, explica que conflitos militares costumam paralisar momentaneamente o apetite por risco. “No curto prazo, as bolsas ficam em pausa até que se entenda a magnitude do conflito. Mas, olhando fundamentos, o viés para os mercados ainda é positivo no médio prazo.”

Cotação do dólar hoje

O dólar perdeu parte do impulso visto nos últimos pregões e fechou em queda leve, refletindo uma melhora pontual do apetite por risco.

Nos Estados Unidos, os índices terminaram o dia em alta:

Dow Jones: +0,49%
• S&P 500: +0,78%
• Nasdaq: +1,29%

A recuperação das bolsas americanas ajudou a aliviar parte da pressão sobre mercados emergentes.

Maiores altas e baixas

Entre as maiores altas do Ibovespa, Pão de Açúcar (PCAR3) disparou 14,67%, seguido por Braskem (BRKM5), com alta de 13,72%, e Magazine Luiza (MGLU3), que avançou 5,89%.

No lado oposto, Raízen (RAIZ4) tombou 13,04%, enquanto Assaí (ASAI3) caiu 3,35% e Suzano (SUZB3) recuou 1,34%. Petrobras também figurou entre os principais pesos negativos do índice.

Marco Noernberg, estrategista da Manchester Investimentos, avalia que o movimento recente representa mais um ajuste de curto prazo do que mudança estrutural de cenário. “A tese de investimento no Brasil continua apoiada na expectativa de queda de juros, melhora doméstica e dólar mais fraco.”

Mesmo com a recuperação desta sessão, o Ibovespa segue sensível ao desenrolar do conflito no Oriente Médio. O petróleo permanece no centro das atenções, já que uma escalada que leve o Brent próximo de US$ 100 poderia reacender pressões inflacionárias e alterar expectativas para juros no Brasil e no exterior.

Com Estadão Conteúdo

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