O Ibovespa voltou a descolar de Wall Street nesta segunda-feira (11) e caiu 1,19%, aos 181.908,87 pontos, encerrando o pregão no menor nível desde 27 de março. A bolsa brasileira ignorou os novos recordes do S&P 500 e do Nasdaq e seguiu pressionada pela cautela global, realização de lucros e preocupação com juros elevados por mais tempo.
O principal índice da B3 oscilou entre a mínima de 181.614,83 pontos e a máxima de 184.530,15 pontos, em sessão marcada pelo avanço do petróleo, tensão renovada no Oriente Médio e saída de fluxo estrangeiro da renda variável brasileira.
Bancos derrubam o Ibovespa mesmo com alta de Vale e Petrobras
Apesar do avanço das gigantes ligadas a commodities, o Ibovespa foi pressionado pelo setor financeiro, principal peso do índice.
Vale (VALE3) subiu 2,41%, enquanto Petrobras avançou acompanhando a alta do petróleo:
- Petrobras ON (PETR3): +1,40%
- Petrobras PN (PETR4): +1,66%
- Vale (VALE3): +2,41%
Ainda assim, o movimento não foi suficiente para compensar a forte queda dos bancos:
- Itaú (ITUB4): -2,25%
- BTG Pactual (BPAC11): -2,88%
- Santander (SANB11): -2,52%
- Bradesco ON (BBDC3): -2,29%
- Bradesco PN (BBDC4): -2,69%
Entre as maiores quedas do dia ficaram:
- C&A (CEAB3): -7,69%
- Cogna (COGN3): -6,38%
- Rede D’Or (RDOR3): -6,11%
Na ponta positiva, além de Vale, se destacaram:
- Minerva (BEEF3): +4,88%
- Braskem (BRKM5): +2,34%
Cotação do dólar hoje
O dólar à vista fechou praticamente estável nesta segunda-feira, em leve baixa de 0,05%, cotado a R$ 4,8914.
Nos Estados Unidos, as bolsas renovaram máximas históricas:
O S&P 500 e o Nasdaq encerraram o pregão em novos recordes de fechamento, impulsionados principalmente pelas ações de tecnologia e semicondutores.
Oriente Médio segue travando o mercado brasileiro
O petróleo voltou a subir após Donald Trump afirmar que o cessar-fogo com o Irã “está por um fio” e rejeitar uma contraproposta de Teerã para encerrar o conflito.
O Brent fechou acima de US$ 104 por barril, enquanto o WTI encerrou perto de US$ 98.
Para Leonardo Santana, especialista em investimentos da Top Gain, o principal fator de pressão segue sendo o ambiente internacional, especialmente o conflito no Oriente Médio e os impactos sobre inflação e juros.
Segundo o analista, o petróleo elevado mantém o mercado preocupado com uma inflação mais resistente e com juros altos por mais tempo, o que reduz a atratividade da bolsa brasileira.
Já Fernando Bresciani destacou que o dia foi mais positivo para os ativos locais de renda fixa e câmbio, com queda do DI e do dólar, mas o fluxo estrangeiro continuou direcionado principalmente para operações ligadas à renda fixa — e não para a bolsa.
O mercado agora volta as atenções para os dados de inflação que serão divulgados nesta terça-feira no Brasil e nos Estados Unidos, indicadores que podem redefinir expectativas para juros e inflação globais.
No fim do pregão, o Ibovespa terminou pressionado pela combinação entre saída de fluxo da bolsa, tensão geopolítica e expectativa crescente de juros elevados por mais tempo.
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