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Ibovespa dispara 1,55% e volta aos 174 mil pontos com Vale (VALE3) e bancos

Ibovespa

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O Ibovespa acelerou os ganhos na reta final desta terça-feira (25) e fechou em alta de 1,55%, aos 174.576,80 pontos, embalado pela valorização da Vale (VALE3), pela disparada dos bancos e pelo maior apetite por risco. Foi o quinto pregão consecutivo de alta do principal índice da B3, que reduziu a perda acumulada em agosto para 1,92%.

O índice ganhou força adicional nos minutos finais após a informação da agência russa Ria Novosti de que Estados Unidos e Irã teriam concordado com um cessar-fogo. A sinalização ajudou a reforçar o movimento de recuperação dos ativos brasileiros após a forte sequência de perdas registrada neste mês.

“Realmente, a notícia é a única coisa que puxou o Ibovespa”, afirma Daniel Teles, especialista e sócio da Valor Investimentos. Para ele, parte da reação também representa “mais um acerto de preços” depois das quedas recentes.

Cotação do dólar hoje

O dólar comercial fechou em queda de 0,25%, a R$ 5,139, na mínima da sessão. Os juros futuros também recuaram ao longo da curva, em um ambiente mais favorável aos ativos de risco.

O alívio externo ganhou força com a queda dos rendimentos dos Treasuries e do petróleo. Cada sinal de redução das tensões no Oriente Médio diminui as preocupações com os efeitos da energia sobre a inflação global e, consequentemente, com juros elevados por mais tempo.

Vale (VALE3) e bancos puxam o Ibovespa

A Vale (VALE3) avançou 2,04%, enquanto o setor bancário teve ganhos ainda mais expressivos. O Banco do Brasil (BBAS3) disparou 5,22%, o Bradesco (BBDC4) ganhou 3,13% e o Itaú Unibanco (ITUB4) subiu 1,83%. O Santander (SANB11) teve alta mais modesta, de 0,13%.

“De forma geral, os bancos estão puxando o índice para cima e têm sido os principais responsáveis pelo desempenho positivo da bolsa”, afirma Gabriel Mota, analista de renda variável da Manchester Investimentos. Segundo ele, trata-se de um movimento de respiro depois das fortes perdas acumuladas pelo setor.

Na contramão, a Petrobras (PETR4) caiu 1,80%, acompanhando a queda do petróleo no exterior, enquanto a PRIO (PRIO3) perdeu 1,20%.

Maiores altas e baixas do Ibovespa

Entre os destaques positivos do pregão, Banco do Brasil (BBAS3) avançou 5,22%, Bradesco (BBDC4) ganhou 3,13% e Vale (VALE3) subiu 2,04%.

Na ponta negativa, a Braskem (BRKM5) despencou 13,11%, após o anúncio de recuperação extrajudicial, em seu último dia no Ibovespa. Usiminas (USIM5) caiu 2,11% e Petrobras (PETR4) recuou 1,80%.

Fechamento das bolsas americanas

As bolsas de Nova York também encerraram o pregão no campo positivo, em meio ao recuo dos Treasuries e à expectativa pelo balanço da Nvidia. Os índices tiveram ganhos mais moderados do que o mercado brasileiro.

O ambiente externo também foi favorecido pela queda de cerca de 3% do petróleo, após as sanções anunciadas pelos Estados Unidos contra o Irã serem consideradas menos severas do que inicialmente esperado.

No Brasil, as atenções agora se voltam ao IPCA-15 de agosto, que será divulgado nesta quarta-feira (26). A expectativa é de deflação de 0,30%. Nos Estados Unidos, entram no radar novos dados do PIB do segundo trimestre e o PCE, medida de inflação acompanhada pelo Federal Reserve.

A última cotação do Ibovespa, referente ao pregão de segunda-feira (24), foi de 171.906,72 pontos, com alta de 0,51%.

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