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Ibovespa sobe mesmo com tombo das techs em NY e volta aos 171 mil pontos

Ibovespa

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O Ibovespa encerrou o pregão desta terça-feira (23) em alta de 0,52%, aos 171.258,87 pontos, contrariando o mau humor das bolsas americanas. O principal índice da Bolsa brasileira oscilou entre a mínima de 168.495 pontos e a máxima de 171.720 pontos, impulsionado pela entrada de fluxo estrangeiro e pela queda dos juros futuros após a divulgação da ata do Copom. O volume financeiro somou R$ 21,3 bilhões.

Mesmo com a forte realização das ações de tecnologia em Wall Street, investidores aproveitaram a correção recente da bolsa brasileira para ampliar posições em ativos considerados mais baratos. O movimento de rotação global de carteiras favoreceu mercados emergentes, incluindo o Brasil.

A ata do Copom também ajudou a sustentar o avanço do mercado ao reforçar a expectativa de continuidade do ciclo de flexibilização monetária, ainda que em ritmo mais cauteloso.

Petrobras (PETR4) avança e Vale (VALE3) limita ganhos

Entre os pesos-pesados do índice, a Petrobras fechou em alta mesmo com a queda do petróleo no mercado internacional.

As ações da estatal foram beneficiadas pela assinatura de um memorando de entendimento com a mexicana Pemex, enquanto a mineradora acompanhou a queda do minério de ferro negociado em Dalian.

O destaque positivo do dia ficou com a Marfrig (MRFG3), que disparou 9,88%.

Já a maior queda do pregão foi da Magazine Luiza (MGLU3), com recuo de 5,15%.

Cotação do dólar hoje

A moeda americana avançou diante da cautela dos investidores com a divulgação do índice PCE, principal indicador de inflação monitorado pelo Federal Reserve (Fed), prevista para quinta-feira.

Fechamento das bolsas americanas

Os índices de Nova York foram pressionados por uma nova onda de realização nas ações de tecnologia, em meio aos temores de que o setor esteja excessivamente valorizado após o forte rali impulsionado pela inteligência artificial.

Maiores altas e baixas do Ibovespa

Maiores altas

Maiores baixas

O mercado segue atento aos próximos dados de inflação nos Estados Unidos e aos desdobramentos da política monetária brasileira, fatores que devem continuar direcionando o fluxo para os ativos de risco nos próximos pregões.

Na sessão anterior, realizada na segunda-feira (22), o Ibovespa fechou aos 170.370,38 pontos, com alta de 1,21%, impulsionado pelo alívio nas tensões envolvendo Estados Unidos e Irã e pelo retorno do fluxo estrangeiro para a Bolsa brasileira.

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