Ícone do site Suno Notícias

Ibovespa perde os 190 mil no intradia e fecha semana em queda com pressão global

Ibovespa

Ibovespa

Nesta sexta-feira, 24 de abril, o Ibovespa voltou a perder força e chegou a operar abaixo dos 190 mil pontos no intradia, algo que não acontecia desde o início do mês. No fechamento, o índice recuou 0,33%, aos 190.745,02 pontos, consolidando a terceira queda consecutiva e ampliando o movimento de correção após a sequência recente de recordes.

O desempenho da semana reforça essa mudança de direção: o índice acumulou perda de 2,55%, após já ter recuado no período anterior. Desde a máxima histórica registrada em 14 de abril, foram seis sessões negativas em sete pregões, em um claro processo de ajuste depois de o mercado ter se aproximado dos 200 mil pontos.

Mercado perde direção após virada no cenário externo

A semana foi marcada por uma inflexão no humor dos investidores. O que começou com expectativa de distensão no cenário internacional rapidamente deu lugar a uma postura mais cautelosa, refletida na reprecificação dos ativos.

Bruna Sene, da Rico, resume esse movimento ao destacar que o otimismo recente cedeu espaço ao ceticismo. Segundo ela, o impasse nas negociações no Oriente Médio voltou a pressionar o petróleo, fortalecer o dólar e reduzir o apetite por risco global.

Esse ambiente tem impacto direto sobre a bolsa brasileira, especialmente após o rali recente, quando parte relevante dos ativos passou a embutir um cenário mais benigno que agora vem sendo revisado.

Felipe Cima, da Manchester Investimentos, observa que a possibilidade de retomada das conversas entre Estados Unidos e Irã no fim de semana é positiva, mas ainda insuficiente para sustentar uma recuperação mais consistente dos mercados.

Cotação do dólar hoje

O dólar seguiu sustentado ao longo da semana, refletindo a recomposição de posições defensivas e o aumento da aversão a risco no exterior.

A dinâmica recente tem sido influenciada principalmente pelo cenário global, com o petróleo em patamar elevado e a incerteza nas negociações internacionais pressionando as expectativas de inflação e juros. Esse ambiente tende a fortalecer a moeda americana e limitar o desempenho de ativos de risco.

No exterior, as bolsas mostraram comportamento misto nesta sexta-feira:

O avanço dos índices de tecnologia, impulsionado por resultados corporativos, contrastou com a cautela em outros setores mais sensíveis ao cenário macro.

Volatilidade persiste e mantém investidores na defensiva

Apesar de alguns sinais pontuais mais positivos, o pano de fundo segue marcado por incerteza, o que mantém o mercado em compasso de espera.

Matheus Spiess, da Empiricus, destaca que os ativos continuam reagindo diretamente às manchetes, com o mercado ainda sensível a qualquer sinalização sobre negociações internacionais.

Rachel de Sá, da XP, reforça que a semana foi de forte oscilação na percepção de risco, com o cenário externo retomando protagonismo após um breve período de alívio.

Nesse contexto, o Ibovespa encerra a semana em tom mais cauteloso, em um movimento típico de ajuste após altas expressivas, enquanto investidores aguardam sinais mais concretos sobre o cenário global para retomar posições com maior convicção.

Com Estadão Conteúdo

Sair da versão mobile