O fundo imobiliário IBBP11 (Brazilian Business Park FII) divulgou seus dados operacionais de fevereiro de 2026, reforçando a continuidade da estratégia de criação de valor e da reorganização patrimonial. O resultado líquido do mês ficou próximo de R$ 5,5 milhões, em linha com o plano financeiro divulgado anteriormente e com a estabilidade operacional do portfólio.
Para março, a gestão confirmou proventos de R$ 0,08 por cota da classe sênior e R$ 0,0737 por cota da classe ordinária. Os pagamentos ocorrerão em 13 e 16 de março, respectivamente, para os investidores posicionados em 6 de março. Segundo a administração, a distribuição acompanha o cronograma de caixa projetado e reflete as estimativas de geração de resultados para os próximos períodos, preservando previsibilidade.
IBBP11 mantém 100% de ocupação e obras avançando
No campo operacional, o IBBP11 manteve ocupação física de 100% e inadimplência zero, indicadores que sustentam a robustez do fluxo de recebimento dos contratos de locação. Essa disciplina operacional reforça a atratividade do portfólio e a capacidade de entrega de rendimentos do fundo imobiliário.
As obras dos prédios Jacarandá e Jequitibá, que serão ocupados pela MCassab, atingiram avanço físico de 10,1% em fevereiro. A conclusão permanece planejada para o último trimestre de 2026, com marcos de execução dentro do cronograma. A expectativa é ampliar a ABL locável e capturar ganhos operacionais com a entrada dos novos contratos.
Integração com XPIN11 avança e apoia reorganização
No âmbito estratégico, fevereiro trouxe evolução relevante: os cotistas do XPIN11 aprovaram a migração da administração para a inVista Real Estate, gestora que já conduz o IBBP11. A medida busca alinhar decisões e acelerar sinergias entre os veículos, facilitando a coordenação da reestruturação patrimonial e a extração de eficiências operacionais, uma prioridade do fundo imobiliário.
Com esse movimento, o IBBP11 convocou assembleia no início de março para deliberar sobre etapas da reorganização do XPIN11. Entre os itens, estão a venda dos imóveis, a quitação integral de obrigações via pagamento dos CRIs e o encerramento do fundo, com ressarcimento aos cotistas por meio da entrega de cotas de outros FIIs, favorecendo liquidez e simplificação estrutural.
A gestão também informou a finalização da assinatura do CCV de duas propriedades logísticas em Extrema (MG), totalizando 18,3 mil m² de ABL. Os ativos estão 100% ocupados por Volo e Ar Frio, locatários de alta qualidade creditícia, fortalecendo a diversificação, a previsibilidade de receitas e a tese operacional do fundo imobiliário.
