O fiagro IAAG11 ampliou sua exposição em crédito privado em abril, reforçando a estratégia de elevar gradualmente o carrego da carteira em meio a um ambiente ainda desafiador para o agronegócio. A gestora manteve postura prudente, mirando ativos de melhor qualidade e diversificação, ao mesmo tempo em que acompanha as condições de mercado e liquidez.
Ao longo do mês, o fundo concretizou aportes que totalizaram cerca de R$ 3,5 milhões, distribuídos entre o CRA Jotabasso (CDI + 4,0% ao ano) e o CRA Primato Cooperativa (CDI + 3,90%). Essas operações contribuíram para aumentar o retorno potencial da carteira e otimizar o perfil de risco, mantendo prazos e garantias alinhados à política do veículo.
Como contrapartida, houve recebimento de aproximadamente R$ 1,5 milhão em amortizações de investimentos anteriores, em linha com o calendário contratado. Esse fluxo reforçou a disciplina de reciclagem do portfólio, preservando liquidez para novas oportunidades e mitigando concentração setorial e por emissor.
IAAG11 eleva alocação e carrego em abril
Com os novos movimentos, o nível de alocação atingiu cerca de 85,3% do patrimônio líquido, enquanto o carrego médio subiu para CDI + 3,1% ao ano. O resultado financeiro do mês somou aproximadamente R$ 849,9 mil, apoiado pelo avanço do portfólio e pelo controle de custos. A base de investidores alcançou 14.516 cotistas, novo recorde para o veículo.
Em rendimentos, o fundo distribuiu R$ 0,12 por cota em abril, repetindo o valor anterior. Considerando a cotação de R$ 8,85 no fechamento do mês, o pagamento representou um dividend yield mensal próximo de 1,35%. Em março, com a cota a R$ 8,38, o provento de R$ 0,12 refletiu yield de 1,43%, sinalizando consistência na geração de caixa.
A administração reafirma uma estratégia defensiva, com maior diversificação, menor concentração e foco em emissores com melhor perfil de risco. Entre os vetores externos, seguem no radar as tensões geopolíticas e seus impactos nos custos de produção, além do ciclo prolongado de juros elevados no país.
Segundo o IAAG11, o quadro combina preços de commodities em patamares mais equilibrados com estruturas de capital ainda pressionadas, o que reforça a necessidade de maior seletividade nas operações de crédito. Novos ativos seguem em análise, e a expectativa é manter a elevação gradual da alocação, respeitando os critérios de risco e retorno.
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