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China e EUA retomam as negociações nesta quarta-feira

Ibovespa

Os Estados Unidos e a China demonstraram nas últimas semanas a possibilidade de um acordo comercial entre os países. Com o objetivo de retomar as negociações, o vice-ministro das Finanças chinês, Liao Min, desembarca nos EUA, nesta quarta-feira (18).

O presidente americano Donald Trump informou na última terça-feira (17) que há possibilidade de um acordo comercial com a China antes das eleições. Além disso, acrescentou que se o tratado vier depois, seria em termos “muitos piores”.

“Acho que haverá um acordo em breve, talvez antes da eleição, ou um dia após a eleição. E se for depois da eleição será um acordo como você nunca viu, será o melhor acordo e a China sabe disso”, disse Trump.

“Eles acham que eu vou ganhar. A China acha que vou ganhar tão facilmente e eles estão preocupados porque eu disse a eles: ‘Se for depois das eleições, será muito pior do que é agora’. Eu disse a eles. Eles gostariam de ver algum outro ganhar? Absolutamente não”, salientou o mandatário dos EUA .

Trump adia elevação de tarifas

O presidente Trump informou na última quarta-feira (11) que a elevação das tarifas sobre US$ 250 bilhões em importações de produtos da China foram adiadas por duas semanas.

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A elevação de tarifas estava marcada para o dia 1° de outubro, porém, em sua conta no Twitter, Trump informou que as taxas subirão de 25% para 30% no dia 15 de outubro. De acordo com o presidente, trata-se de um “gesto de boa vontade”, fazendo menção a retirada de tarifas da China sobre produtos americanos.

China exclui tarifas de 16 categorias dos produtos americanos

A Comissão de Tarifas Aduaneiras do Conselho de Estado da China publicou, na última quarta, uma lista de produtos dos Estados Unidos que serão isentos de tarifas que estavam sendo cobradas desde 2018.

Em outubro, os dois países devem se reunir novamente para negociar um acordo sobre a guerra comercial entre as potências. As tarifas sobre produtos dos EUA foram sanções impostas pelo governo chinês  a fim de abalar a economia norte-americana, como resposta as imposições de Trump sobre os produtos chineses.

As isenções serão aplicadas a partir de 17 de setembro e valerão por um ano. Vale ressaltar que esta é a primeira vez que o país oriental retira cobrança de tarifas impostas anteriormente. Entretanto, produtos como carne de porco e soja continuarão com tarifas diferentes.

De acordo com o editor do “Global Times”, Hu Xijin, a China irá impor novas medidas para diminuir o impacto negativo da guerra comercial. “As medidas vão beneficiar algumas empresas da China e dos EUA“, afirmou o editor.

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