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Justiça aceita recuperação judicial do Grupo Toky (TOKY3)

Recuperação Judicial

Recuperação Judicial - Foto: iStock

A Justiça de São Paulo deferiu o processamento do pedido de recuperação judicial do Grupo Toky (TOKY3) e de suas subsidiárias, conforme informou a companhia em fato relevante divulgado nesta segunda-feira (15). A decisão foi proferida pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível do Estado de São Paulo.

Com o deferimento, a varejista passa a tramitar oficialmente sob o regime de recuperação judicial, mecanismo que permite a renegociação de dívidas sob supervisão da Justiça enquanto as operações são mantidas. O Grupo Toky afirmou que seguirá informando o mercado sobre os próximos desdobramentos do processo, em linha com as exigências regulatórias.

O conglomerado reúne as operações das marcas Tok&Stok e Mobly, atuando no varejo de móveis, decoração e artigos para casa por meio de lojas físicas e plataformas digitais.

Grupo Toky (TOKY3) pediu recuperação judicial em maio

O pedido de recuperação judicial foi protocolado pelo Grupo Toky em maio deste ano. Na ocasião, a companhia informou possuir endividamento superior a R$ 1 bilhão e atribuiu a deterioração de sua situação financeira a um ambiente macroeconômico mais desafiador para o setor de móveis e decoração.

Segundo a empresa, a combinação de juros elevados, maior endividamento das famílias e condições de crédito mais restritivas reduziu a confiança do consumidor e levou ao adiamento de decisões de compra de bens considerados discricionários.

A companhia também informou, à época, que enfrentava restrições temporárias em seus níveis de estoque, fator que pressionava sua liquidez no curto prazo.

O processo de recuperação judicial ocorre após um período de turbulências societárias envolvendo o grupo.

Nos últimos meses, o Grupo Toky (TOKY3) esteve no centro de disputas relacionadas a uma tentativa de aquisição da Mobly pela família Dubrule, fundadora da Tok&Stok, operação que acabou sendo revogada após uma série de questionamentos e acusações de supostas irregularidades envolvendo a oferta pública de aquisição (OPA).

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