O Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) e a Raízen (RAIZ4) deixaram o Ibovespa e outros índices da B3 nesta semana. Na semana passada, as duas companhias anunciaram pedidos de recuperação extrajudicial.
A exclusão dos papéis foi confirmada pela B3 nesta segunda-feira (16). Segundo a bolsa brasileira, a retirada das ações PCAR3 e RAIZ4 ocorre conforme as regras previstas no Manual de Definições e Procedimentos dos índices, que determinam a exclusão de empresas cujos ativos passem a ser negociados sob a condição de recuperação judicial ou extrajudicial.
No caso do Grupo Pão de Açúcar, as ações passaram a ser negociadas sob a indicação de recuperação extrajudicial em 11 de março. Já as ações da Raízen receberam a mesma classificação no dia seguinte, em 12 de março.
Além do Ibovespa, as ações do GPA também deixaram de compor outros indicadores da bolsa, como o Índice Brasil Amplo, o Índice Small Cap e o Índice de Governança Corporativa Trade, entre outros índices setoriais e de governança.
Relembre os pedidos de recuperação da Raízen (RAIZ4) e GPA (PCAR3)
Na semana passada, tanto a Raízen quanto o GPA anunciaram pedidos de recuperação extrajudicial.
A Raízen, joint venture formada por Cosan e Shell, protocolou na semana passada um pedido de recuperação extrajudicial para suspender temporariamente o pagamento de cerca de R$ 65 bilhões em dívidas. O pedido foi considerado o maior da história do país. O processo foi aceito pela Justiça, que determinou a suspensão das ações e execuções contra a companhia relacionadas aos créditos abrangidos pelo plano.
Já o Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) anunciou um acordo com credores para renegociar aproximadamente R$ 4,5 bilhões em dívidas por meio de recuperação extrajudicial. O pedido também foi aceito pela Justiça na semana passada, o que deu a companhia um prazo extra para negociar as dívidas.
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