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GARE11 vai pagar dividendos próximos de 1%; veja quanto

Um homem de terno desenhando em uma tela com um marcador

Imagem gerada por IA

O fundo imobiliário GARE11 comunicou a distribuição de R$ 0,083 por cota em rendimentos referentes ao mês de agosto. O valor tem como competência agosto e será pago aos cotistas com direito ao provento.

O pagamento ocorrerá em 8 de setembro de 2026 aos investidores posicionados no fundo até o encerramento do pregão de 31 de agosto. A data de corte considera a posição no fechamento do último dia útil do mês.

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Pela cotação de fechamento de agosto, de R$ 8,44, o montante anunciado representa um dividend yield mensal aproximado de 0,98%. O cálculo reflete o preço de mercado no fim do período de referência.

O rendimento é isento de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que cumpridos os requisitos previstos na legislação aplicável. A isenção segue as regras em vigor para esse tipo de ativo.

Raio-x do GARE11

Classificado no segmento de renda urbana, o fundo encerrou junho de 2026 com 33 imóveis e cerca de 463,8 mil metros quadrados de área bruta locável. O relatório mais recente apontou vacância física e financeira zerada e prazo médio remanescente dos contratos (WAULT) de 9,89 anos.

Embora pertença à vertical de renda urbana, a receita do veículo é diversificada entre segmentos. Em junho, 61% da receita imobiliária vieram de ativos de renda urbana, 31% de imóveis logísticos e 8% de escritórios. Os ativos estão distribuídos por 15 estados e locados a 11 inquilinos.

Entre os locatários estão Grupo Carrefour, BAT, GPA, Grupo Mateus, MRV, Air Liquide, Desco, Mercado Livre, 3 Corações, Vale e Almanara. O Carrefour lidera a participação na receita, seguido por BAT e GPA, segundo o documento.

Este levantamento reúne informações de carteira, contratos, ocupação e dividendos do fundo. Não se trata de recomendação de investimento, mas de conteúdo informativo para o investidor formar sua própria avaliação.

Como são os contratos do FII

A estrutura contratual do fundo é majoritariamente composta por contratos atípicos, que representam 94% do portfólio, enquanto os contratos típicos somam 6%. O prazo médio ponderado dos contratos vigentes, medido pela receita contratada, era de 9,89 anos ao fim de junho.

A carteira permanecia integralmente adimplente nas informações mais recentes. Durante junho, dois contratos com o Grupo Mateus — nas unidades de Itabuna, na Bahia, e Tabuleiro, em Alagoas — passaram por reajuste anual de 4,39%, conforme a variação do IPCA prevista em contrato.

Essa composição contratual tende a alongar a previsibilidade de receitas e reduzir a rotatividade, mantendo a ocupação estável, conforme indicado pela vacância física e financeira zerada no período analisado.

Vacância e reciclagem de ativos

No fechamento de junho, a vacância física e a financeira estavam zeradas, com a totalidade dos imóveis ocupada. Além do desempenho operacional, a gestão relatou avanços na reciclagem de ativos para otimização do portfólio.

Um dos principais movimentos foi a assinatura de memorando de entendimentos para a venda de dez imóveis ao FII Riza Renda Imobiliária Master. O pacote engloba cinco unidades do Atacadão, três lojas do Grupo Mateus e dois imóveis logísticos vinculados a Almanara e BRF, em uma transação de R$ 804,4 milhões.

A estrutura da operação prevê R$ 382 milhões em caixa, R$ 250 milhões em cotas subordinadas do veículo comprador e outros R$ 172 milhões em seller’s finance, a serem recebidos conforme o desinvestimento dos imóveis. Os termos estabelecem etapas e instrumentos distintos para liquidez, retorno e alinhamento entre as partes.

Segundo o fundo, a transação integra a estratégia de reduzir a exposição ao Grupo Carrefour, capturar ganhos na reciclagem, diminuir obrigações financeiras atreladas aos ativos vendidos e abrir espaço para novas aquisições. A gestão também manifestou a intenção de reequilibrar as verticais nos próximos ciclos, com tendência de aumento do logístico, e indicou haver imóveis no pipeline de alocação.

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