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Gafisa (GFSA3) aprova aumento de capital de até R$ 389 milhões

imóveis

Segundo a Gafisa, o recurso será destinado para reforço de caixa e capital de giro

A Gafisa (GFAS3) informou ao mercado nesta terça-feira (18) que aprovou aumento de capital de R$ 389 milhões.

De acordo com o fato relevante da empresa, serão emitidas 95,1 milhões de ações ordinárias dos quais R$ 199,9 milhões, correspondentes ao valor mínimo do aumento, que “serão subscritos a partir da emissão de 48,7 milhões papéis ordinários”.  Dessa forma, considerando o valor total do aumento de capital, o novo capital social da Gafisa será de R$ 1,04 bilhão, divido em 290,7 milhões de ações.

Por outro lado, na hipótese de que apenas seja subscrito o valor mínimo do aumento do capital, o novo capital social da companhia será de R$ 851,2 milhões.

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Segundo a Gafisa, o recurso será destinado para reforço de caixa e capital de giro, “a fim de que esta possa, satisfatória e seguradamente, implementar novos projetos e cumprir suas obrigações diante de cenário desafiador que se apresenta em face da pandemia do covid-19”.

Os acionistas da companhia terão direito a preferência para subscrever as novas ações emitidas, no âmbito do aumento de capital total, pelo prazo de 30 dias, iniciando-se, no dia 21 de gosto de 2020, e encerrando-se, no dia 21 de setembro.

Gafisa registra crescimento de 85% no prejuízo do 2T20

A Gafisa registrou prejuízo de R$ 23,5 milhões no segundo trimestre de 2020. Esse valor é equivalente a um crescimento de 85% em comparação com o mesmo período no ano passado, quando havia registrado prejuízo de R$ 12,7 milhões.

A receita líquida da Gafisa foi de R$ 83,8 milhões no período abril a junho, em relação ao segundo trimestre de 2019, esse valor apresentou aumento de 15,9%. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado alcançou R$7,7 bilhões, avanço de 87,9% quando comparado com o primeiro trimestre e queda de 79,4% quando comparado com o mesmo período no ano passado. A margem Ebitda ajustada ficou em 9,2%.

De acordo com a empresa de ramo imobiliário, o processo de reestruturação foi no primeiro trimestre e o planejamento constava que no período de abril a junho a inauguração da fase de crescimento com a retomada dos lançamentos. “Contudo, em função da pandemia do novo coronavírus (covid-19), a administração optou por postegar os lançamentos para o segundo semestre de 2020. Temos atualmente 3 empreendimentos em fase de pré-lançamento, com previsão de lançamento ainda no terceiro trimestre deste ano”.

As vendas brutas totalizaram R$ 41,4 milhões neste trimestre, um aumento de 6,8% na comparação com o primeiro trimestre, “mesmo em plena pandemia”. Por outro lado houve redução de 52,9% comparado ao segundo trimestre de 2019. “O aumento em relação ao trimestre anterior reflete a reorganização da área de vendas com o reforço e aumento de estrutura da Gafisa Vendas”.

Segundo a empresa, a menor velocidade das vendas na comparação com o ano anterior deve-se à diminuição de opções disponíveis para as vendas.

As Vendas Sobre Oferta (VSO) foram de 2,3% neste trimestre, uma queda de 0,9 ponto percentual comparado ao período de janeiro a março do ano passado. “Mesmo após uma desaceleração, acreditamos que esse valor deverá apresentar uma melhora com a retomada dos lançamento da Gafisa, que além de disponibilizar novos produtos, costuma ter um impacto positivo na venda”.

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