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Fitch reforça confiança no Japão e mantém nota ‘A’ para dívida soberana

Fitch manteve avaliação positiva para a dívida do Japão e destacou a força institucional do país.

Fitch manteve avaliação positiva para a dívida do Japão e destacou a força institucional do país.

A Fitch Ratings colinformou nesta segunda-feira, 8, que atribuiu nota “A” aos títulos de dívida de longo prazo em moeda local do governo do Japão que ainda não possuíam classificação pela agência. Com a decisão, todos os títulos soberanos japoneses de longo prazo denominados em moeda local passam a ser avaliados com rating “A”.

Segundo a Fitch, a classificação dos títulos do governo japonês (JGBs, na sigla em inglês) está alinhada ao rating de inadimplência do emissor (IDR) de longo prazo em moeda local do país. Em janeiro deste ano, a agência reafirmou as notas de longo prazo em moeda local e estrangeira do Japão em “A”, com perspectiva estável.

A agência destacou que a avaliação reflete, entre outros fatores, a qualidade institucional e de governança do país. A Fitch ressaltou que o Japão ocupa posição elevada nos indicadores de governança do Banco Mundial, situando-se no porcentil 90, o que evidencia um histórico de transições políticas estáveis, instituições consolidadas, forte Estado de Direito e baixos níveis de corrupção.

A Fitch também reiterou os fatores que podem levar a mudanças futuras na classificação soberana. Entre os riscos de rebaixamento, a agência citou a possibilidade de aumento persistente e significativo da relação dívida pública/PIB no médio prazo, seja por um afrouxamento fiscal duradouro ou por juros reais mais elevados sem compensação por crescimento nominal mais forte da economia.

Por outro lado, uma eventual elevação do rating poderia ocorrer caso aumente a confiança na capacidade do governo de manter déficits fiscais compatíveis com uma trajetória de redução da dívida em relação ao PIB.

A Fitch também apontou que uma melhora sustentada das perspectivas de crescimento econômico, impulsionada por reformas estruturais voltadas à produtividade e acompanhada de dinâmica inflacionária positiva, poderia favorecer uma revisão para cima da nota do país.

Com Estadão Conteúdo

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